Júlia Alves
28/10/2026 14:38 - Atualizado em 28/10/2026 14:54
Arquivo Pessoal
Familiares de Maria Clara Santana, de sete, estão realizando duas rifas para ajudar no tratamento da pequena, que foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 3 de suporte. Segundo a família, a menina precisa fazer uso de um medicamento à base de canabidiol, receitado pela psiquiatra, cujo custo é elevado. Cada rifa conta com 300 números cada, a R$ 10, e mais de 30 prêmios.
A mãe da criança, Laura Santana, explica que a ação busca arrecadar recursos para dar continuidade no tratamento e manter o bem-estar da filha. Ela relata ainda que durante o processo para obter o medicamento através do Estado, elas sofreram um golpe de um advogado, que estaria cassado.
“Ela foi diagnosticada com TEA, nível 3 de suporte, e está investigando também outras neurodivergências. Fomos ao neuro, ele indicou o canabidiol para ela. Demos entrada pela mão de um advogado, mas ele nos lesou, fingiu que deu entrada no processo desde março, sendo que ele estava cassado. Então, tomamos um golpe. Minha filha foi lesada porque poderia estar em tratamento há bastante tempo e com isso ela não está indo para a escola, porque está dando crise. Eu sou mãe solo, estou fazendo essa rifa para tentar arrecadar fundos para a gente arcar com isso até lá”, explica.
Rifa 1
Laura conta que a filha estuda em escola pública e precisa de mediação. “Quando ela tem crise, a gente tem que buscar. Com isso, eu não estou conseguindo trabalhar, nem conseguindo focar na minha faculdade. Ela necessita de várias terapias, ela toma outras medicações também sem ser esse canabidiol, que eu não consigo pegar pelo pelo SUS. A gente tem que comprar”, disse.
Maria Clara é neta de Leila Ribeiro, técnica de mamografia do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) e fundadora do Amigas Guerreiras de Campos, projeto que oferece suporte e acolhimento a mulheres com câncer. Nas redes sociais do projeto, Leila compartilhou a situação da neta e pediu ajuda.
“Maria Clara é uma menina muito especial que precisa de tratamento e medicamentos. Como avó, meu maior desejo é poder fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ajudá-la. E, quando vemos alguém que amamos precisar de ajuda, encontramos forças até onde imaginávamos não existir. Diante dessa situação tão difícil, decidi recorrer às redes sociais, por meio do meu projeto, na esperança de encontrar pessoas dispostas a nos ajudar nessa caminhada”, destacou.
Leila e a neta Maria Clara
/
Arquivo Pessoal
A família faz um apelo à população para contribuir com a campanha solidária de alguma forma, seja com valores ou com divulgação para alcançar mais pessoas.
“Participe da nossa rifa solidária, compre um número, compartilhe esta campanha e nos ajude a levar essa história a mais pessoas. Talvez você não imagine o quanto um pequeno gesto pode significar para uma família que luta por alguém tão amado. Se não puder contribuir financeiramente, compartilhar esta mensagem já será uma grande ajuda”, reforçou o pedido.
Rifa 2
As pessoas que se interessarem em contribuir com a ação podem entrar em contato através do Instagram da mãe @laurar_santana ou pelo celular (22) 997116741 para escolher o número da rifa. A chave pix é: [email protected]