Publicação atribuída a procuradora de Macaé
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Foto: Reprodução rede social
A 123ª Delegacia de Polícia de Macaé instaurou, nesta terça-feira (27), um inquérito para apurar publicações de conteúdo racista atribuídas a uma procuradora do município, divulgadas nas redes sociais após o segundo turno das eleições a presidente. A Prefeitura de Macaé repudiou as declarações, encaminhou o caso à Procuradoria Geral do Município e afirmou que as providências administrativas já estão sendo adotadas.
A publicação contém declarações contra leitores do Partido dos Trabalhadores, nordestinos, mineiros e beneficiários de programas sociais. Entre as afirmações, a autora declara que não pretende mais desenvolver políticas públicas para ajudar determinados grupos políticos e ainda aconselha empresários a não contratarem pessoas por sua origem regional.
Segundo a Polícia Civil, a investigação tem como objetivo apurar as circunstâncias dos fatos, analisar o conteúdo das publicações e verificar a prática de infração penal.
"A Polícia Civil repudia veementemente toda forma de racismo e discriminação. Condutas dessa natureza são incompatíveis com os princípios de respeito à dignidade humana e à igualdade, e serão apuradas com rigor, responsabilidade e observância da legislação", disse em nota.
O prefeito de Macaé, Welberth Rezende, se pronunciou em publicação nas redes sociais e repudiou as declarações discriminatórias. Segundo ele, a atitude é inaceitável e não será tolerada.
"Repudio veementemente as declarações e os ataques ofensivos e discriminatórios proferidos por uma servidora municipal, envolvendo preconceitos relacionados à origem, condição social, orientação sexual e posicionamento político de pessoas ou grupos. É importante deixar claro que tais manifestações não representam, de forma alguma, os valores, a conduta dos nossos servidores ou o posicionamento da Prefeitura Municipal de Macaé. As medidas cabíveis já estão sendo adotadas, pois atitudes dessa natureza são inaceitáveis e não serão toleradas", escreveu o prefeito.
A Prefeitura de Macaé publicou uma nota na tarde desta terça-feira e esclareceu que as manifestações são de caráter individual e não representam os valores da administração pública. Segundo o município, já estão sendo adotadas medidas administrativas.
"A Prefeitura de Macaé repudia veementemente o teor das declarações ofensivas e discriminatórias divulgadas e atribuídas a uma servidora municipal, envolvendo manifestações relacionadas à origem, condição social, orientação sexual e posicionamento político de pessoas ou grupos.
A prefeitura reafirmou que o respeito às diferenças, à dignidade humana, à igualdade e à diversidade de opiniões é princípio inegociável da Administração Municipal e orienta permanentemente suas políticas e serviços públicos", informou.