Veículos elétricos tomam conta das ruas e Campos tem 134 acidentes em quatro meses
Os acidentes de trânsito envolvendo autopropelidos, que são os veículos elétricos de mobilidade individual, têm crescido e se tornado frequentes em Campos. O Hospital Ferreira Machado (HFM) passou a separar os dados de atendimentos envolvendo estes veículos em maio e registrou, até o mês de agosto, 134 casos. Já o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) informou que trabalha para regulamentar a circulação em ciclovias e ciclofaixas.
Os acidentes de trânsito envolvendo autopropelidos, que são os veículos elétricos de mobilidade individual, têm crescido e se tornado frequentes em Campos. O Hospital Ferreira Machado (HFM) passou a separar os dados de atendimentos envolvendo estes veículos em maio e registrou, até o mês de agosto, 134 casos. Já o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) informou que trabalha para regulamentar a circulação em ciclovias e ciclofaixas.
De acordo com o HFM, foram registrados 16 acidentes envolvendo ciclomotores em maio, 32 em junho, 42 em julho e 44 em agosto. Antes de maio, todos os atendimentos relacionados a bicicletas, incluindo bicicletas elétricas, eram contabilizados conjuntamente como acidentes ciclísticos. Por esse motivo, os dados anteriores à mudança não permitem diferenciar os casos envolvendo bicicletas convencionais e elétricas.
O diretor do pronto-socorro do HFM, Fábio Macedo, comentou a recorrência dos atendimentos relacionados aos veículos elétricos. Ele destaca que o uso de equipamentos de proteção, principalmente o capacete fechado, pode reduzir a gravidade dos traumas na cabeça e na face.
“Temos observado um aumento considerável nos atendimentos de vítimas de acidentes envolvendo bicicletas elétricas e outros veículos autopropelidos no HFM. Atualmente, podemos estimar que três em cada dez atendimentos no Politrauma ou na Ortopedia estejam relacionados a esse tipo de ocorrência. As lesões variam desde escoriações e contusões até fraturas, sendo os casos mais graves, como fraturas expostas e traumatismos cranioencefálicos (TCE), os que mais preocupam a equipe médica”, alertou Fábio.
A presença dos autopropelidos no trânsito é um fenômeno recente e a resolução 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que trata do tema tem apenas três anos. Em Campos, a Prefeitura informou que tem realizado ações de orientação com foco na circulação segura e na prevenção de acidentes, através do IMTT e da Guarda Civil Municipal (GCM).
Segundo o IMTT, além das campanhas educativas, o município está trabalhando para regulamentar a circulação destes veículos nas ciclovias e ciclofaixas e instalar placas de sinalização.
“O IMTT informa que vem promovendo campanhas educativas e orientações sobre as regras de circulação desses veículos, considerando as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O município também trabalha na regulamentação local da circulação desses equipamentos, incluindo aspectos relacionados ao uso de ciclovias e ciclofaixas e à sinalização informativa”, informou o órgão.
Já a Guarda Civil Municipal informou que sua atuação se concentra em medidas preventivas e educativas, uma vez que o município ainda não definiu as regras para a circulação dos veículos elétricos, o que impõe limites à fiscalização.
“A fiscalização, no entanto, possui particularidades, uma vez que bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos enquadrados nas especificações estabelecidas pela legislação não estão sujeitos a registro, licenciamento e emplacamento. Por isso, neste momento, o trabalho dos agentes está concentrado sobretudo na orientação e na prevenção, enquanto o município avança na definição das regras locais de circulação”, comunicou a Guarda.