Manifestantes pedem reativação do Centro de Cidadania LGBTI Norte Fluminense em Campos
Gabriel Torres - Atualizado em 08/09/2026 17:40
  • Fotos: Rodrigo Silveira

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    Fotos: Rodrigo Silveira


Manifestantes realizam um protesto pela reativação do Centro de Cidadania LGBTI Norte Fluminense na tarde desta terça-feira (8), no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, no Centro de Campos. O equipamento funcionava no Jardim Carioca, atendia a oito municípios da região e teve o encerramento comunicado aos profissionais no final de agosto.
O Centro de Cidadania LGBTI Norte Fluminense estava presente em Campos desde 2021, mantendo com o município um acordo de cooperação, e tornou-se referência regional no atendimento à população LGBTI e suas famílias, atuando também na capacitação de profissionais de serviços públicos e privados. Além de Campos, o equipamento também abrangia São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis, Cardoso Moreira, Quissamã, Conceição de Macabu e Carapebus.
A assistente social e ex-coordenadora do Centro de Cidadania LGBTI da região, Jéssica Mota Ferreira, participou do protesto e criticou a decisão do governo do Estado. Segundo ela, grande parte dos trabalhadores foi demitida com dois meses de salários atrasados.
Jéssica Mota Ferreira, assistente social e ex-coordenadora do Centro de Cidadania LGBTI Norte Fluminense
Jéssica Mota Ferreira, assistente social e ex-coordenadora do Centro de Cidadania LGBTI Norte Fluminense / Foto: Rodrigo Silveira
"O programa Rio Sem LGBTfobia passou pelo que chamam de reordenação, mas na verdade é um desmonte. Fecharam nove centros e, entre eles, o de Campos. A gente oferta um serviço sócio-assistencial e jurídico para pessoas e suas famílias vítimas de violência. É um equipamento essencial que precisa permanecer aberto. Em 2025, a unidade de Campos foi a segunda em número de atendimentos. Não há justificativa para fechamento", disse Jéssica.
Segundo Nike Artemis, aluna do doutorado em Política Social da Universidade Federal Fluminense (UFF) Campos, o serviço voltado à comunidade é importante para proporcionar o acesso a direitos sem sofrer preconceitos.
Nike Artemis, aluna do doutorado em Política Social da UFF Campos
Nike Artemis, aluna do doutorado em Política Social da UFF Campos / Foto: Rodrigo Silveira
"O Centro é importante porque nós, do interior, não temos fácil acesso a alguns direitos específicos para nossa comunidade. As instituições não estão preparadas para nos receber e, muitas vezes, somos recebidas com preconceito. Isso não acontece no Centro LGBTI, que tem pessoas preparadas e especializadas para nos atender", falou Nike.
Em agosto, a secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que a política pública passa por um processo de remodelação e reorganização e que está estruturando a nova subsecretaria de Políticas para Pessoas LGBTIQ+, que inclui o programaRio Sem LGBTfobia."O momento é de remodelação e reorganização do sistema vigente, com o objetivo de aprimorar as políticas públicas e garantir os serviços", disse a pasta em nota.
A equipe de reportagem entrou em contato com a pasta novamente e aguarda retorno.

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