Fachada do Palácio do Planalto, em Brasília
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Antônio Cruz - Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) prepara uma reação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O ministro afastou preventivamente, nesta quarta-feira (8) a cúpula da Polícia Federal, no caso, o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa.
Segundo interlocutores ouvidos pelo blog de Andréia Sadi, no G1: “O argumento será o de que a medida viola competência privativa da Presidência da República para nomeação e exoneração do chefe da PF”, conta a colunista.
Além do afastamento, o ministro Mendonça também determinou a abertura imediata de investigações criminais e administrativo-disciplinares para apurar a produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades, além de suspender a elaboração e o compartilhamento de documentos voltados à análise da atuação de magistrados, integrantes da advocacia pública e da polícia judiciária.
Uma sessão virtual extraordinária também foi solicitada por Mendonça, no STF. A Segunda Turma da Corte, ainda nesta manhã, chegou a formar maioria para manter a cúpula da PF afastada. A votação só não terminou porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista.