Bancários fazem manifestação em Campos e anunciam possibilidade de greve
Sindicato cobra proposta dos bancos
O presidente do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, Rafanele Alves, afirmou que a precarização das condições de trabalho tem aumentado dentro das agências.
“É tudo que foi colocado aí. Realmente está acontecendo dentro das agências bancárias. É a precarização dos funcionários. Hoje você tem agência com poucos funcionários trabalhando dentro dela”, explica.
Rafanele também destacou que a pauta da campanha salarial foi entregue aos bancos no dia 24 de junho e que os trabalhadores reivindicam reposição da inflação e ganho real de 5%.
“Nós estamos em campanha salarial desde o dia 24 de junho, quando entregamos nossa minuta aos banqueiros. Estamos reivindicando o básico, que é 5% de ganho real, mais a inflação”, conta.
Segundo o sindicalista, a sétima rodada de negociação ainda não resultou em uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.
“Hoje é a sétima rodada de negociação. Entregamos nossa minuta no dia 24 de junho. Quer dizer, nós estamos em agosto e até o momento eles não apresentam. A categoria está indignada, não é possível. Eles ficam o tempo todo e o banco não quer negociar sério”, complementa.
Rafanele citou os lucros de grandes instituições financeiras e questionou a justificativa dos bancos para não conceder o reajuste solicitado pelos trabalhadores.
“Como que o banco não tem lucro? O Itaú teve R$ 24 bilhões de lucro em seis meses. O Bradesco deu um lucro também de R$ 13 bilhões. E eles ficam dizendo que não podem dar reajuste. Fica de brincadeira com a categoria", reclamou o sindicalista.
Possibilidade de greve
O presidente do sindicato afirmou ainda que a mobilização desta quinta-feira faz parte de uma articulação nacional dos trabalhadores e confirmou que uma greve poderá ocorrer caso não haja avanço nas negociações. Ele também orientou os clientes a se prepararem para uma eventual paralisação.
“Se o banqueiro não apresentar uma proposta digna para a categoria, semana que vem vai ter greve de bancários (...) Nós já estamos prevenindo a população para sacar, porque eles sabem muito bem que os caixas eletrônicos também estão fechando", lembra.
Críticas à digitalização
A digitalização dos serviços bancários também foi alvo de críticas durante a manifestação. Para os trabalhadores, a redução do atendimento presencial prejudica principalmente idosos e pessoas que têm dificuldade para utilizar aplicativos, computadores e caixas eletrônicos.
“O banco está tirando as pessoas de trabalhar. E aí o que acontece? Você vê um cliente no banco. Os aposentados têm que ter alguém para acompanhar essas pessoas, porque nem todo mundo sabe mexer nas máquinas, nem todo mundo tem computador”, disse.
Rafanele também criticou a redução da presença de bancos em Guarus e afirmou que a situação dificulta o acesso da população aos serviços bancários.
“Em Guarus, por exemplo, só tem uma agência da Caixa Econômica. O banco foi lá, deixou o Itaú, o Bradesco, e agora só tem a Caixa Econômica. Então fica muito difícil, ainda mais com a ponte que caiu. O pessoal tem que sair de lá para vir fazer saque aqui, principalmente os aposentados", aponta.
O sindicato afirma que continuará mobilizado durante as negociações e cobra uma proposta dos bancos para evitar a paralisação.
Bancários realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (13), no Centro de Campos. O ato percorreu as ruas da região central e passou em frente à agência do Banco do Brasil, na Praça São Salvador.
A mobilização ocorre após a sétima rodada de negociações entre representantes dos trabalhadores e dos bancos. A categoria cobra reajuste salarial, melhores condições de trabalho e mudanças nas políticas adotadas pelas instituições financeiras. Segundo o Sindicato dos Bancários de Campos e Região, caso não haja uma proposta considerada satisfatória, os trabalhadores poderão entrar em greve na próxima semana.
Durante o ato, os bancários também protestaram contra o fechamento de agências, a redução do número de funcionários, o avanço dos bancos digitais, as tarifas cobradas dos clientes e mudanças relacionadas aos planos de saúde.
O bancário Eduardo Wagner afirmou que a categoria questiona a situação enfrentada pelos trabalhadores.
“A gente está reclamando da transformação, principalmente com essa questão do banco digital, que estão fechando as agências e não tiram a tarifa dos clientes, além do plano de saúde que estão querendo retirar. Estão dizendo que não vão aumentar o salário porque vai dar prejuízo", disse.
Os trabalhadores também relataram problemas relacionados ao acúmulo de funções e ao aumento das metas. Segundo a categoria, a sobrecarga tem provocado impactos na saúde dos funcionários.
A mobilização ocorre após a sétima rodada de negociações entre representantes dos trabalhadores e dos bancos. A categoria cobra reajuste salarial, melhores condições de trabalho e mudanças nas políticas adotadas pelas instituições financeiras. Segundo o Sindicato dos Bancários de Campos e Região, caso não haja uma proposta considerada satisfatória, os trabalhadores poderão entrar em greve na próxima semana.
Durante o ato, os bancários também protestaram contra o fechamento de agências, a redução do número de funcionários, o avanço dos bancos digitais, as tarifas cobradas dos clientes e mudanças relacionadas aos planos de saúde.
O bancário Eduardo Wagner afirmou que a categoria questiona a situação enfrentada pelos trabalhadores.
“A gente está reclamando da transformação, principalmente com essa questão do banco digital, que estão fechando as agências e não tiram a tarifa dos clientes, além do plano de saúde que estão querendo retirar. Estão dizendo que não vão aumentar o salário porque vai dar prejuízo", disse.
Os trabalhadores também relataram problemas relacionados ao acúmulo de funções e ao aumento das metas. Segundo a categoria, a sobrecarga tem provocado impactos na saúde dos funcionários.
Sindicato cobra proposta dos bancos
O presidente do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, Rafanele Alves, afirmou que a precarização das condições de trabalho tem aumentado dentro das agências.
“É tudo que foi colocado aí. Realmente está acontecendo dentro das agências bancárias. É a precarização dos funcionários. Hoje você tem agência com poucos funcionários trabalhando dentro dela”, explica.
Rafanele também destacou que a pauta da campanha salarial foi entregue aos bancos no dia 24 de junho e que os trabalhadores reivindicam reposição da inflação e ganho real de 5%.
“Nós estamos em campanha salarial desde o dia 24 de junho, quando entregamos nossa minuta aos banqueiros. Estamos reivindicando o básico, que é 5% de ganho real, mais a inflação”, conta.
Segundo o sindicalista, a sétima rodada de negociação ainda não resultou em uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.
“Hoje é a sétima rodada de negociação. Entregamos nossa minuta no dia 24 de junho. Quer dizer, nós estamos em agosto e até o momento eles não apresentam. A categoria está indignada, não é possível. Eles ficam o tempo todo e o banco não quer negociar sério”, complementa.
Rafanele citou os lucros de grandes instituições financeiras e questionou a justificativa dos bancos para não conceder o reajuste solicitado pelos trabalhadores.
“Como que o banco não tem lucro? O Itaú teve R$ 24 bilhões de lucro em seis meses. O Bradesco deu um lucro também de R$ 13 bilhões. E eles ficam dizendo que não podem dar reajuste. Fica de brincadeira com a categoria", reclamou o sindicalista.
Possibilidade de greve
O presidente do sindicato afirmou ainda que a mobilização desta quinta-feira faz parte de uma articulação nacional dos trabalhadores e confirmou que uma greve poderá ocorrer caso não haja avanço nas negociações. Ele também orientou os clientes a se prepararem para uma eventual paralisação.
“Se o banqueiro não apresentar uma proposta digna para a categoria, semana que vem vai ter greve de bancários (...) Nós já estamos prevenindo a população para sacar, porque eles sabem muito bem que os caixas eletrônicos também estão fechando", lembra.
Críticas à digitalização
A digitalização dos serviços bancários também foi alvo de críticas durante a manifestação. Para os trabalhadores, a redução do atendimento presencial prejudica principalmente idosos e pessoas que têm dificuldade para utilizar aplicativos, computadores e caixas eletrônicos.
“O banco está tirando as pessoas de trabalhar. E aí o que acontece? Você vê um cliente no banco. Os aposentados têm que ter alguém para acompanhar essas pessoas, porque nem todo mundo sabe mexer nas máquinas, nem todo mundo tem computador”, disse.
Rafanele também criticou a redução da presença de bancos em Guarus e afirmou que a situação dificulta o acesso da população aos serviços bancários.
“Em Guarus, por exemplo, só tem uma agência da Caixa Econômica. O banco foi lá, deixou o Itaú, o Bradesco, e agora só tem a Caixa Econômica. Então fica muito difícil, ainda mais com a ponte que caiu. O pessoal tem que sair de lá para vir fazer saque aqui, principalmente os aposentados", aponta.
O sindicato afirma que continuará mobilizado durante as negociações e cobra uma proposta dos bancos para evitar a paralisação.