Empresa inicia processo para retirada de embarcação encalhada na Praia Campista, em Macaé
Gabriel Torres 14/07/2026 17:46 - Atualizado em 14/07/2026 18:15
Embarcação Skandi Amazonas está encalhada desde 15 de maio
Embarcação Skandi Amazonas está encalhada desde 15 de maio / Foto: Reprodução de vídeo

A empresa norueguesa DOF, que presta serviços à Petrobrás, iniciou na madrugada desta segunda-feira (13) as intervenções para a retirada da embarcação Skandi Amazonas da Praia Campista, em Macaé. As intervenções começaram na faixa de areia com a instalação de âncoras, que vão integrar o sistema de ancoragem necessário para as etapas de reflutuação e posterior remoção da embarcação. A embarcação está encalhada no local desde 15 de maio.
De acordo com a DOF, essas intervenções estão previstas no plano de salvamento e foram previamente apresentadas e aprovadas pelas autoridades competentes, como IBAMA, INEA, Capitania dos Portos e Prefeitura de Macaé. Concluída esta etapa, será realizada nova intervenção para retirada integral das estruturas instaladas e recuperação da área utilizada. A empresa não informou o cronograma.
Funcionários da empresa Oceanpact, que faz parte da equipe da DOF e trabalha em conjunto para o Plano Executivo de Salvamento, foram ao local e realizaram uma contenção no local das correntes. De acordo com comunicado da DOF, o processo de retirada da embarcação será realizado adotando medidas de segurança que vão do acompanhamento técnico às medidas de proteção ambiental.
"A embarcação permanece em condição estável e sob monitoramento contínuo. Até o momento, não houve registro de vazamento de óleo ou outras substâncias poluentes, nem foram identificados impactos ambientais decorrentes do incidente. As atividades serão conduzidas sob acompanhamento técnico permanente, com a adoção das medidas de segurança operacional e proteção ambiental previstas no Plano Executivo de Salvamento", informou a empresa.
Em nota enviada à Folha, a Marinha do Brasil informou que não há prazo definitivo para a conclusão da operação, mas que existe a expectativa de que os trabalhos sejam concluídos até o fim de julho, se condicionada ao andamento dos serviços, aos resultados observados durante sua execução e às condições meteorológicas e marítimas.

"A Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de Macaé, permanece acompanhando a operação quanto aos aspectos relacionados à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana no mar e à prevenção da poluição hídrica", disse o órgão. 
O encalhe da Skandi Amazonas aconteceu no dia 15 de maio, quando a embarcação bateu em um banco de rochas e houve o rompimento do casco e a entrada de água em parte da unidade. Para evitar o naufrágio, foi realizada uma manobra intencional de encalhe como medida de segurança para evitar um agravamento da ocorrência.

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