Municípios produtores da região recebem royalties de março nesta quinta
O repasse de royalties pelo regime de concessão do mês de março foi efetivado nesta quinta-feira (26) para os municípios produtores de petróleo e gás do Norte Fluminense. Nos cofres da Prefeitura de Campos, foram depositados R$ 36.332.050,57, valor 0,4% superior aos R$ 36.195.133,23 de fevereiro. Em comparação com março de 2025, quando foram depositados R$ 48.658.607,53, o repasse deste ano foi 25% menor.
Para o município de São João da Barra, foram pagos neste mês R$ 12.269.971,66, enquanto em fevereiro o repasse foi de R$ 12.722.815,69 mostrando uma leve queda de 3,6% neste mês. Em março de 2025, o repasse foi de R$ R$ 18.071.728,77.
Já para Quissamã, o repasse apresentou alta de 5,5%, recebendo o valor de R$ 9.162.949,88. Em março de 2025, o repasse foi de R$ 12.821.411,00.
Detentor da maior parcela de royalties entre os municípios da região, Macaé registrou elevação de 5% no depósito deste mês (R$ 71.870.695,41) sobre o pagamento de fevereiro (R$ 68.435.142,62). Em comparação com março de 2025, quando o município recebeu R$ 85.261.775,69, o repasse deste mês teve uma queda de 15,7%.
Ainda no Norte Fluminense, Carapebus recebeu R$ 6.048.023,80, uma queda de 4,4% em relação a fevereiro (R$ 6.326.060,40). Já São Francisco de Itabapoana teve queda de 11,2% neste mês (R$ 3.200.935,26), em comparação com fevereiro (R$ 3.603.160,45).
O superintendente de Petróleo, Gás e Tecnologia de São João da Barra, Wellington Abreu, comentou que o repasse de royalties de março reflete a produção brasileira de petróleo e gás natural em janeiro de 2026, que chegou a 5,168 milhões de barris de óleo equivalente por dia e registrou uma pequena queda de 0,6% em relação a dezembro.
"Para alguns municípios produtores, o resultado foi melhor, porque a média do Brent em janeiro ficou acima da média de dezembro. Mas nem todos sentiram esse efeito de forma positiva. Alguns municípios tiveram queda no repasse por causa da redução de produção em campos importantes, como Jubarte, Marlim Leste e Roncador. No nosso caso, Roncador impacta diretamente São João da Barra e Campos dos Goytacazes. A minha preocupação para abril permanece, porque a P-52, que é a principal plataforma produtora de Roncador, continua fora de operação desde o vazamento de gás ocorrido em outubro do ano passado, e ainda sem previsão de retorno", disse Wellington.
O superintendente estimou que em maio a situação deve apresentar uma melhora, mas o momento exige serenidade. "Para maio, já pode haver uma melhora, principalmente pela alta do petróleo em função do conflito no Golfo Pérsico, envolvendo EUA, Israel e Irã, que paralisou o Estreito de Ormuz, por onde passam mais de 20% do petróleo mundial. Mas existe uma preocupação ainda maior, que é institucional: o debate que está ocorrendo no NUSOL (Núcleo de Solução Consensual de Conflitos) do STF sobre a distribuição dos royalties entre estados e municípios produtores e não produtores. Então, o momento exige serenidade. O primeiro trimestre já mostrou queda em relação ao ano passado, e isso pede dos gestores públicos responsabilidade fiscal, equilíbrio nas contas e austeridade financeira. Não é um caos, mas é, sim, um momento de atenção e prudência", concluiu.