A assistente social e professora Conceição de Maria Costa Muniz foi eleita a mais nova imortal da Academia Campista de Letras (ACL). Ela ocupará a cadeira de número 25, cujo patrono é Júlio Feydit. O último ocupante foi o jornalista Vilmar Rangel.
A ACL divulgou a notícia com entusiasmo, expressando alegria pela chegada da nova imortal. A data da posse ainda não foi definida.
Mesmo enfrentando problemas de saúde e deficiência visual, Conceição decidiu aprender braile já em idade avançada. Em 2021, aos 91 anos, lançou o livro “Pelos Olhos da Alma”, incentivada pelas amigas Julieta Viana e Maria Amélia Boynard. A obra foi escrita por sua prima Letícia Soares, a partir dos relatos ditados pela autora, e revisada por Carmem Lúcia Pessanha.
No livro, Conceição relata como, no início da década de 1960, foi uma das principais responsáveis pela implantação da Faculdade de Serviço Social em Campos.
Filha da professora Maria Teresa da Costa Muniz e do barbeiro Valdovino “Morgado” Muniz, que também atuou na Recebedoria de Rendas, Conceição de Maria Costa Muniz nasceu em Campos dos Goytacazes, em 12 de setembro de 1930. Alfabetizada pela própria mãe, cursou toda a educação básica no Liceu de Humanidades, onde concluiu o Curso Normal e formou-se professora em 1949.
Pouco tempo depois de formada, lecionou no Instituto Perissé Duarte e no Jardim de Infância do Serviço Social da Indústria (Sesi). Nessa época, mudou-se para Niterói para estudar na Escola de Serviço Social do Estado do Rio de Janeiro, uma das instituições que deram origem à Universidade Federal Fluminense (UFF), criada em 1960.
Conceição Muniz também teve atuação destacada no Educandário para Cegos São José Operário, fundado em 1963, instituição voltada à assistência e educação de pessoas com deficiência visual.
Sua eleição para a Academia Campista de Letras representa o reconhecimento de uma trajetória marcada pela dedicação à educação, ao serviço social e à inclusão social em Campos dos Goytacazes.