Saulo Pessanha
24/08/2026 16:13 - Atualizado em 24/08/2026 16:17
O radialista e advogado Moacir Fonseca tinha o dom da loquacidade. A sua verbalidade era exuberante.
Nos anos 60, em um jogo entre Americano e Goitacaz, com o Estádio Ary de Oliveira e Souza lotado, Moacir, diante dos microfones da Campos Difusora, destilou o seu entusiasmo.
Antes de propriamente começar a transmissão do jogo, Moacir disse: — Senhoras e senhores, a noite está propícia à prática do esporte bretão. Uma beleza! O vento nordeste sopra no gramado verde do clube alvi-anil, refrigerando tudo.
E Moacir continuou: — As arquibancadas e todas as dependências do estádio estão repletas de aficcionados, prevendo-se um recorde de renda. Na abóboda celeste, as estrelas cintilam. Daqui as vejo, com seu brilho dourado.
Detalhista, Moacir Fonseca disse que poderia até contar as estrelas: — Vejam só: uma estrela, duas estrelas, três estrelas, quatro estrelas, cinco...
A contagem das estrelas é interrompida pelo repórter de campo Pessanha Filho. — Moacir, o jogo já começou...