O esvaziamento da Exposição Agropecuária e Industrial de Campos
Saulo Pessanha - Atualizado em 03/08/2026 19:16

Houve uma época que a cidade de Campos estaria, por estes dias, na expectativa da abertura de mais uma edição da sua exposição agropecuária e industrial, cuja realização, no parque da Fundação Rural, por anos se tornou um grande evento.

A exposição fazia parte do calendário estadual e atraía industriais e criadores de equinos e bovinos de diferentes cidades do Estado do Rio de Janeiro, período que Campos vivia dias de festa por mais de uma semana.

Entre 6 e 9 deste mês, a cidade sediará a sua exposição agropecuária e industrial, que, registre-se, não tem mais o prestígio das feiras de antigamente. O evento sofreu um esvaziamento grande.

O advogado Mário Arêas Filho, que acompanha de perto a realização da Expoagro em Campos, avalia que o declínio ocorre desde o fechamento da maioria das usinas, o que afetou decisivamente a economia do município.

Antes, lembra Mário Filho, a Expoagro recebia representações de todo o Norte do RJ. "Hoje, cada município faz a sua. Além do mais, shows todas as prefeituras da região realizam a partir do advento dos royalties".

A Expoagro em Campos já não consegue, como antes, iniciar em uma sexta-feira e só terminar no domingo da semana seguinte. "O município não tem mais um comércio e indústria atuante. Os bancos estão fechando", alinha Mário.

Para Mário Filho, o campista precisa viver a realidade que se apresenta. "O tempo de Fescampi, da Semana Nacional do Cavalo foi uma outra época. As classes A e B não criam mais cavalos, pois a Receita Federal está de olho".

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