Daí que passou a anunciar que exerceria o mandato sem uma contrapartida financeira. Ou seja, abriria mão dos subsídios que receberia mensalmente do Legislativo.
O resultado é que mesmo com a promessa de não ganhar salário como vereador, com a sua versão virando matéria em jornal, o comerciante foi derrotado nas urnas. E com uma votação inexpressiva.
Os eleitores certamente não acreditaram na promessa eleitoral do candidato. Ou acharam que era insuficiente para que merecesse um mandato no legislativo local.
No panorama nacional, agora, nesta trajetória para a disputa presidencial, Flávio Bolsonaro, envolvido em negociações com Vorcaro, assim que se lançou no páreo eleitoral declarou que, se vitorioso, cumpriria apenas um mandato.
Ocorre que a partir dos resultados das pesquisas de intenção de voto que o colocaram bem no cenário eleitoral, Flávio mudou a sua posição. Diz que o seu governo pode durar oito anos.
Sobre a contradição de sua fala, e sinalizações anteriores, Flávio Bolsonaro afirma que houve uma distorção do que disse, colocando que vai trabalhar para acabar com a reeleição.
De qualquer forma, Flávio frisa que considera quatro anos muito pouco para um mandato só. Pelo sim, pelo não, as pesquisas dão ao pré-candidato do PL uma nova visão de tempo de governo.
Enquanto Flávio projeta a hipótese de ficar mais tempo no poder, o Datafolha incluiu pela primeira vez o nome de Michelle Bolsonaro em um novo levantamento sobre a disputa pela Presidência.
O Datafolha quer medir o potencial eleitoral da ex-primeira-dama em diferentes cenários e testar sua força entre eleitores de direita.
