Gabriel Torres
20/05/2026 15:55 - Atualizado em 20/05/2026 16:16
Welberth Rezende esteve na Praia Campista, onde embarcação está encalhada
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Foto: Reprodução rede social
Após uma embarcação ter encalhado próximo à Praia Campista, em Macaé, o prefeito Welberth Rezende (Cidadania) fez um apelo à Marinha do Brasil nesta terça-feira (19) pedindo a identificação da rocha que teria causado o acidente. Junto ao presidente da Câmara, Alan Mansur (PSB), Welberth esteve no local para verificar as condições da embarcação e também a ausência de boias de navegação. A embarcação está encalhada desde a última sexta-feira.
Ao pedir a ajuda da Marinha, Welberth Rezende alertou que a rocha conhecida como "Rocha da Mula" não está sinalizada e teria provocado o acidente. A formação é alvo de preocupação antiga de profissionais da navegação, empresas que operam na região e pescadores.
"Vamos esperar agora a operação de retirada desse navio que, na verdade, bateu em uma rocha, que fica um pouco distante daqui. É a rocha da mula. Ele veio até aqui para não afundar. Iria afundar, mas veio para a praia e conseguiu assim encalhar na areia, poder fazer aqui o salvamento. Vale lembrar que a pedra da mula está sem identificação. Então queria pedir o apoio da Marinha do Brasil", falou.
O prefeito de Macaé também lembrou que a mudança na regra da partilha dos royalties do petróleo está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), podendo impactar os municípios produtores, que convivem com os riscos da atividade petrolífera.
"Neste momento de discussão sobre a redistribuição dos royalties, é importante ressaltar que impactos como este, entre muitos outros, ocorrem justamente nos municípios produtores. Isso reforça o fato de que os royalties não são um privilégio, mas sim uma compensação pelos impactos gerados pela exploração de óleo e gás", destacou Welberth.
Na sessão da Câmara de Macaé desta terça-feira (19), o presidente Alan Mansur (PSB) fez um requerimento verbal para saber qual o prazo para a retirada da embarcação encalhada na Praia Campista e como será feito o recolhimento do óleo e gás armazenado nela. O rebocador, pertencente à empresa norueguesa DOF, prestava serviço para a Petrobras, quando, supostamente, teria batido em um banco de rochas submersas, não sinalizadas.