Daqui a três dias os fluminenses e os brasileiros estarão decidindo os seus futuros governantes, para o Executivo, e os seus representantes no Congresso Nacional, para o Legislativo, na chamada festa da democracia, em mais uma eleição acirrada, polarizada e marcada pelo baixo nível do debate e dos candidatos, o que tristemente vem se repetindo na história recente da política brasileira.
Dentro deste quadro, defini os meus candidatos, pensando unicamente nas melhores opções de acordo com o meu posicionamento político e valores, de centro-direita. Para o Executivo, que tenham experiência de gestão pública bem sucedida, avaliada e aprovada. No Legislativo, que tenham capacidade de legislar, de se relacionar, de buscar o consenso, tão necessário na política, e principalmente, de defender os interesses de Campos, da região e do estado do Rio.
Presidente — No Executivo, no meu ponto de vista, respeitando todos os demais, a melhor candidatura para presidente é de Ronaldo Caiado (PSD). Foi o governador mais bem avaliado do país em rankings, de institutos de pesquisa conceituados, em 2025 e 2026, com índices superiores a impressionantes 80% de aprovação, mesmo já estando no final do seu segundo mandato como governador, onde naturalmente há um desgaste.
Não é necessário ir muito longe para ver a dificuldade se ter um governo com excelentes índices de aprovação. Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) (no Lula 3) conviveram a maior parte dos seus governos com alta desaprovação. Cláudio Castro (PL) foi o governador mais desaprovado do Brasil neste ano, na sua gestão no Rio.
Estive em Goiás por quatro vezes, em 2014, 2016, 2021 e 2023, e pude ver com meus próprios olhos e conversando com os locais os avanços que as duas gestões de Ronaldo Caiado como governador (2019-2022 e 2023-2026) fizeram no estado, com avanços substanciais na segurança pública, em estilo "linha dura" e pilar de sua aprovação, educação, saúde e na gestão fiscal de Goiás, que estava "quebrado" quando assumiu.
É de centro-direita, equilibrado, preparado, experiente, não é extremista e tem a meu ver de longe os melhores atributos para ser Presidente do país.
Governador — Para governador, meu voto será de Eduardo Paes (PSD). Foi prefeito do Rio por quatro mandatos (2009-2012, 2013-2016, 2021-2024, 2025-2026), com gestões sempre muito bem aprovadas, o que comprovam as suas sucessivas reeleições, sendo as duas, tanto em 2012, quanto em 2024, em 1º turno.
Frequento a cidade do Rio constantemente, já morei lá por 6 anos e tenho uma filha morando lá há quase 10 anos. Eduardo Paes foi, de longe, o melhor prefeito que vi no Rio e no qual a cidade teve os maiores avanços. Tem ótima capacidade de gestão adminstrativa e financeira, tão carentes no estado.
Deputado Federal — Para deputado federal, meu voto será de Wladimir Garotinho (PL), que foi um bom deputado federal em seu mandato (2019-2020), atuante, atendendo às demandas de Campos e região e com ótima capacidade de articulação.
Foi prefeito de Campos, exercendo um bom primeiro mandato (2021-2024), com ótima aprovação, se reelegendo em 1º turno, mesmo tendo contra si a poderosa máquina do estado do Rio, então capitaneada pelo presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
Não fez um bom segundo mandato (2025-2026) como prefeito, já com foco nas eleições de 2026, mas seu histórico é positivo e é o nome com maior potencial, experiência e capacidade de articulação, no meu ponto de vista, para representar Campos na Câmara de Deputados.
Deputado Estadual — Para deputado estadual, meu voto será de Thiago Virgílio (REP), que tem boa capacidade de articulação, sendo figura importante nos últimos governos municipais, e poderá defender os interesses de Campos na Alerj, possivelmente tendo a seu lado (ou não) o deputado estadual e ex-secretário do estado Bruno Dauaire (União), que deve se reeleger para um quarto mandato (2015-2018, 2019-2022, 2023-2026).
Senador — Para senador, na 1ª vaga, meu voto irá para Pedro Paulo (PSD), que teve boa atuação como deputado federal, com projetos de propostas de reformas estruturais da inchada e pouco eficiente máquina pública; e na tributação do mercado financeiro e dos super ricos, arrecadando bilhões para os cofres públicos.
O segundo voto vai para Carlos Portinho (PL), em reconhecimento à defesa que ele fez em seu mandato como senador (assumiu como suplente após a morte de Arolde de Oliveira em 2020) dos interesses de Campos e da região, em projetos e indicações de recursos. Seu lado bolsonarista e, consequentemente, radical, externado na campanha eleitoral na TV, por vezes me fez repensar o voto nele como 2ª opção.
Em comum aos dois candidatos que votarei, a postura muito crítica e a defesa de mudanças, incluindo impeachment de ministros, no Supremo Tribunal Federal (STF), hoje com muito mais poder do que deveria ter (interferindo indevidamente no trabalho de Executivo e Legislativo), cercado de estarrecedoras suspeitas de corrupção, de decisões partidárias dos dois lados que polarizam as eleições e de nada fazer para apurar as graves denúncias contra os seus ministros.
Voto — Em nenhum momento considero como critério a chance do meu candidato ganhar ou não, segundo o que apontam as pesquisas. Defino o voto por qual deles avalio como melhor. Não caio na estória do "voto útil". O voto "útil" só é útil para os eleitores e para o candidato que se beneficia e se apropria dele. Para escolher o menos pior entre os líderes das pesquisas, já há o 2º turno.
Não considero o partido do candidato como um fator decisório. Historicamente nunca olhei pro partido do candidato e meu voto acaba sendo para candidatos de vários partidos. A imensa maioria dos políticos, quase a totalidade, tem pouca ou nenhuma ideologia. Escolhem o partido pela conjuntura pessoal para eles. Sem contar aqueles que usam a ideologia para conquistar e manipular eleitores.
Segue abaixo o meu voto, definido única e exclusivamente de acordo com a minha consciência, respeitando a todos os outros que pensam diferente em suas escolhas, já que, ainda bem, vivemos, por enquanto, em uma democracia, onde cada um pode se manifestar publicamente e expressar a sua vontade nas urnas.