A Copa do Mundo FIFA 2026 começou. A maior da história, em número de seleções, de jogadores e de público, tanto o presente nos estádios, como o de leitores, telespectadores e ouvintes. Não há um só ser humano vivo que não faça ao menos uma pergunta: “Quem joga hoje?”, ou “Quanto foi o jogo?”. São nações envolvidas em torno de uma partida de futebol, onde são vistos craques, cantos, culturas que desfilam pelos gramados e pelas arquibancadas dos estádios. A bola vai rolar primeiro no México (quinta, 11), depois no Canadá e Estados Unidos (sexta, 12) de um total de 104 jogos. A maior nação do mundo sediará a copa pela segunda vez. Na primeira, em 1994, os gramados de futebol americano (mais estreitos) foram adaptados às medidas exigidas pela Fifa, e as estruturas para acomodar jornalistas e convidados foram improvisadas, com lonas e tablados que puderam ser desmontados após à copa. Agora não.
Estruturas fixas ficarão de legado aos estádios e apenas os gramados voltarão às medidas originais. Esta Copa promete mais mudanças no jogo. Em 2018 a grande experiência foi o advento do VAR, para consertar erros de arbitragem. Agora teremos a bola tecnológica, dotada de um chip que dirá se a bola entrou completamente ou não, além de enviar dados que ajudarão a decifrar impedimentos e faltas cometidas pelos atletas. A Trionda precisa ser recarregada, assim como seu celular e a bateria dura o tempo de um jogo. Imagine que em cada partida são utilizadas 11 bolas: a que está em jogo e mais dez nas laterais e linhas de fundo. No mercado o preço dessa bola para o público é 999 reais. A Fifa também vai adotar mudanças para combater a fuga de jogo, popularmente conhecida como “cera”. A punição ao goleiro que já existe quando ele retém a bola nas mãos por mais de oito segundos, vai ser estendida a todos os jogadores quando demoram a bater um lateral ou simulam contusões para fazer o tempo passar. A ideia é ter mais de 60% do tempo com bola em jogo de verdade. Hoje esse número mal chega a 55%. Outra novidade será a apresentação das equipes: na hora dos hinos nacionais ficarão perfilados todos os atletas e não apenas os 11 iniciais, como era praxe.
Histórias de Copa do Mundo
A primeira atitude de um jornalista ao chegar para cobrir uma copa do mundo é ir ao Centro de Credenciamento buscar sua credencial. De posse dela passa a ter acesso aos estádios, centros de imprensa e de treinamentos das seleções. Em minha décima-segunda copa consecutiva, ‘in loco’, desembarco em Nova Iorque quarta-feira, 10 e vou direto ao MetLife Stadium para me credenciar e, pela primeira vez, por um veículo da minha cidade: a Folha da Manhã/Folha1. Com muito orgulho.