Verba pode destravar obras da nova UFF
17/02/2018 16:01 - Atualizado em 18/02/2018 21:00
Antônio Leudo
O novo polo universitário da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Campos, localizado na avenida XV de Novembro, está em obras desde 2012 e deveria ter sido entregue em fevereiro de 2015, de acordo com cronograma inicial. Mas nem tudo são flores. Por falta de verba, as obras foram interrompidas por três vezes e atualmente segue em ritmo lento. Agora, existe uma luz no fim do túnel. O governo federal anunciou que pretende destinar uma verba no valor de R$ 150 milhões — que poderá será enviada somente no segundo semestre de 2018—para conclusão das obras de construção de vários prédios da UFF no estado do Rio. Essa foi a promessa feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo Maia (DEM), durante uma reunião com os ex-reitores Roberto Salles e Pedro Antunes no final do mês de janeiro.
— Eu e Pedro Antunes somos professores da UFF e membros permanentes do Conselho Universitário. Durante a reunião, o presidente da Câmara ligou imediatamente para o ministro da Educação, Mendonça Filho; o ministro do Planejamento, Diogo Oliveira; e o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, para possibilitar a captação de recursos necessários para retomar as obras. O Rodrigo Maia também falou com o Pedro Parante, presidente da Petrobras, sobre a assinatura do convênio com a empresa para a conclusão das obras do Instituto de Química. Isto ainda ocorrerá. Agora é esperar os trâmites burocráticos para a liberação de todos os recursos. Vimos disposição no Rodrigo Maia em ajudar a UFF — contou Salles.
Enquanto isso, as obras do polo de Campos seguem em ritmo muito lento, segundo o diretor Roberto Rosendo. Ele acredita que apesar da crise no ensino superior, a universidade pública tem resistido. O diretor informou que existe uma especulação positiva de recebimento de recursos que poderiam ser utilizados na obra, mas ainda não há nada confirmado.
— Há uma vontade política, mas não tem nada no papel que concretize o envio da verba. As obras estão 1/3 das obras concluídas, mas falta muito para concluir. Precisamos com urgência desse recurso para dar uma movimentação maior nas obras. Vivemos um momento delicado, mas faltam aproximadamente R$ 20 milhões para concluir. Atualmente não temos condições de dar o melhor para todos devido a falta de estrutura, por isso necessitamos com urgência de um novo prédio —disse o diretor Rosendo.
Parceria da Prefeitura prevê Galpão Cultural
Antônio Leudo
A UFF completou em agosto do ano passado 55 anos e, nesse mesmo período, foi fechado com a Prefeitura de Campos um convênio que deveria viabilizar a inauguração do Galpão Cultural e a abertura do restaurante popular para os alunos. A previsão era de que até outubro do mesmo ano a tão sonhada inauguração aconteceria. Só que até agora nada saiu do papel.
O galpão seria na área central do prédio, local hoje abandonado e invadido por moradores de rua. O diretor Rosendo, disse que a crise na Prefeitura impediu que o projeto fosse colocado em prática. “Estamos tentando viabilizar o local, que precisa de reforma e está sendo ocupado por moradores de rua. Mas o projeto ainda existe e acredito que vai sair do papel dentro de poucos meses”, declarou.
Em nota, a Prefeitura informou que a assinatura da parceria através da secretaria de Educação, Cultura e Esportes, e a UFF está em processo de finalização dos termos e a previsão é que as partes assinem o convênio “guarda-chuva” nas próximas semanas.
Ritmo segue lento no trabalho de operários
Com poucos operários, a obra de construção do novo polo acadêmico da UFF não está parada, mas segue em ritmo muito lento e sem data definida para ser entregue. As atividades dos poucos operários estão concentradas em apenas um dos dois blocos que formam o novo campus.
As estruturas dos dois prédios de salas de aula estão prontas, mas devido aos recursos financeiros escassos, a prioridade é avançar com a construção do bloco A. Os dois prédios começaram a ser erguidos em 2012 e deveriam ter sido entregues em fevereiro de 2015, de acordo com cronograma inicial.
— Infelizmente as obras estão mais lentas do que gostaríamos. Ainda não sabemos quando será concluída. Se a verba for concretizada, aí sim vamos poder avançar bastante — disse o diretor.
O projeto prevê do bloco A e bloco B, com sete andares cada um. Serão 36 salas de aula, 28 gabinetes de professores, 11 laboratórios, uma biblioteca, um auditório, diretórios acadêmicos e administração. Os prédios terão ainda elevadores de passageiros e escadas de incêndio. O valor inicial da obra é de R$ 35.563.054.93.

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