O teto é o assunto mais comentado em política econômica. No Planalto, Temer se mantém fiel ao propósito em aprovar a Pec do Teto dos Gastos Públicos. No Congresso, Renan resolveu bater o pé na birra com o judiciário e investigar os salários do judiciário que excedem ao Teto Constitucional de R$ 33.763 (salário dos Ministros do STF).
Nessa semana, matérias publicadas no jornal O Globo mostraram que
três de cada quatro juízes brasileiros receberam remunerações acima do teto constitucional e que enquanto o estado tenta aprovar, em meio à calamidade financeira, um pacote de austeridade que extingue programas sociais e atinge salários,
Judiciário, Ministério Público, Legislativo, Tribunal de Contas — e o próprio Executivo — mantêm intocados benefícios que, na proposta orçamentária para 2017, deverão ultrapassar R$ 2,1 bilhões.
Nenhuma das informações é propriamente uma novidade. Apostaria, aceitando a possibilidade de estar errada, que o Teto dos Gastos Públicos deve ser aprovado, e que, depois dessa cena do presidente do Senado, o Teto dos Salários Públicos deve continuar não sendo respeitado.
Mais uma vez fazendo referência a uma obra George Orwell, agora à Revolução dos Bichos de 1945, a explicação não é muito complicada: todos os tetos são iguais, uns mais iguais que os outros.