O Leitor , morador de Campos , ou não,há de concordar : Parece que passou um terremoto na última década e tirou do prumo as políticas, nas mais diversas áreas , que deveriam ser públicas.
É hospital sem leito, UBS sem dipirona, Escolas em casas alugadas, transporte sem mobilidade, linhas sem ônibus, academias de ginástica nada populares e vilas que não são olímpicas, diga-se de passagem, fechadas por falta de pagamento aos profissionais de educação física.
Dentre outros problemas nossa cidade sobrevive com uma dezena de obras bilionárias, sem sentido e com taxa de ocupação minimamente proposta pela falta de políticas públicas do governo rosáceo.
Essa falta de politica pública, gestão eficiente e eficaz, planejamento , é um dos maiores senão o maior problema que enfrentamos .
O contraste de prioridades é tão acentuado que beira ao amadorismo. Molhar plantas na chuva, contratar empresas para cuidar de jardinagem ao custo de milhões enquanto há pessoas nas filas de hospitais morrendo nos
corredores.
A construção do CEPOP, esperado como marco de um carnaval que esse governo sepultou de vez, quando as culturas de Campos deveriam ser fomentadas com salas para oficinas, realização de encontros das tradições de nosso povo .
O contraste é tanto que um canal como o Campos Macaé , de importância histórica é maquiado de tal forma a ficar como uma cartão postal que retrata a má gestão do dinheiro público.
São muitos os contrastes, entre realidade e ilusão de ótica, entre uma cidade de cara limpa, produtiva com qualidade de vida e outra, imaginária, tal qual a cidade da criança, na qual é tudo brincadeirinha.
É assim que se encontra Campos dos Goytacazes, na marca do pênalti , e você leitor está escalado para chutar ao gol.



