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Pacientes brasileiros estão sendo expostos sem necessidade à radiação em exames de raios-x e tomografias, de acordo com o que constataram pelo menos cinco estudos publicados nos últimos anos na revista científica "Radiologia Brasileira", que reúnem dados de hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Paraná e Pernambuco.
Segundo os pesquisadores, as principais razões para o problema são maiores números de exames feitos sem necessidade, equipamentos radiológicos descalibrados e funcionários mal treinados sobre a dose de radiação mais adequada em cada caso.
Segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado em março, em Genebra , o problema é global e afeta principalmente países com níveis elevados de tratamento de saúde. Anualmente são feitos 3,6 bilhões de radiografias no mundo, um aumento de 40% em relação à ultima década.
Para evitar a exposição aos riscos da radioatividade excessiva em exames, o CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia) acaba de criar sua primeira comissão de radioproteção, que vai elaborar diretrizes sobre o nível radiológico adequado em diferentes exames de imagem.



