A polêmica dos airbags
Leandro Lopes 02/02/2011 19:18

Em fevereiro de 2009, a Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, uma matéria que tornará os airbags itens de série em todos os carros nacionais, cabendo ao ao Contran definir as regras e padronizar a efetivação da nova lei.

E foi só o governo federal assinar a lei que obriga as montadoras a instalarem airbags e ABS em 100% da produção até 2014 para começarem a surgir os argumentos de que os carros iriam ficar bem mais caros. Entretanto, engenheiros e executivos do setor lembram que a nova regra vai otimizar ainda mais as linhas de montagem. Além disso, a demanda maior pelos dois itens de segurança vai acarretar uma natural economia de escala. Tanto que as montadoras já começaram a fase de adequações e de negociações com fornecedores.

Levando em conta os argumentos de compradores e montadoras, vale lembrar que os airbags são componentes de segurança automotivos, bem como os cintos de segurança, que já é de uso obrigatório, por lei.  Dados divulgados no ano passado no “Journal of American College of Surgery” mostram que tanto o uso de airbag quanto do cinto de segurança foram associados a uma redução substancial no número de lesões cerebrais, faciais e da coluna. A maior redução ocorreu quando os dispositivos de segurança foram utilizados em conjunto.

Os autores do levantamento concluíram que o uso de cintos de segurança e airbags estão associados a uma redução na mortalidade hospitalar, à redução da gravidade das lesões corporais e à redução no uso de recursos hospitalares. Portanto, se por um lado os airbags podem encarecer os veículos, por outro podem gerar uma economia bastante significativa ao reduzir os custos relacionados aos traumas causados por acidentes automobilísticos, quando usado juntamente com os cintos de segurança.

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