[/caption]
Você já imaginou sair de casa sem levar o telefone celular? Para muita gente, está cada vez mais difícil desapegar do aparelho. No entanto, o uso frequente desse “fiel” companheiro levanta questões sobre os possíveis problemas que os sinais emitidos por ele podem causar à saúde do nosso organismo.
Um estudo divulgado recentemente pela Universidade de Viena afirma que as pessoas que usam o celular 10 minutos por dia, e que fazem isso há pelo menos quatro anos, têm 70% mais chances de desenvolver zumbido crônico no ouvido. E os problemas não param por aí: até a fertilidade masculina pode ser afetada pelas ondas emitidas pelo celular.
Segundo um estudo do Centro de Pesquisa Reprodutiva dos Estados Unidos, em Cleveland, o celular estaria relacionado com a infertilidade masculina por aumentar a temperatura dos testículos. E o problema ocorreria justamente porque a maiorias dos homens guarda o aparelho no bolso da calça, próximo aos testículos. Os pesquisadores descobriram que os homens que usavam o celular mais de quatro horas por dia tinham sua produção de espermatozoides diminuída em 50%.
Além do aumento de temperatura no interior do corpo, há dúvidas sobre a influência que as ondas eletromagnéticas provocam no desenvolvimento de tumores, já que essas ondas poderiam ser radioativas e mudar o funcionamento das células.
A epidemiologista norte-americana Devra Davis é uma das pesquisadoras que lidera uma luta para fazer as pessoas deixarem os aparelhos de celular longe de suas cabeças. Isso porque ela está convencida de que a radiação emitida pelo aparelho causa danos à saúde. No livro “Disconnect”, sem edição no Brasil, baseado em pesquisas que começam a mostrar os efeitos dessa radiação no organismo, ela sugere que os celulares são verdadeiras “bombas-relógio”.
Por isso, se você está preocupado com o uso do celular e quer evitar possíveis problemas, vale a pena seguir algumas dicas, como procurar falar menos ao aparelho e mandar mais mensagens; usar mais o viva-voz ou fone de ouvido; mudar de ouvido caso a ligação seja longa; limpar o aparelho com álcool gel para desinfeta-lo; e o primordial: fale menos ao celular e, se possível, não faça conversas longas nesse aparelho.



