Ivan Machado assume lugar de Ferrugem no Legislativo
10/07/2018 20:16 - Atualizado em 12/07/2018 14:47
O “time da Chequinho” não tem mais representantes na Câmara de Campos. Como a Folha da Manhã abordou em matéria publicada no último domingo (8), a saída de Thiago Ferrugem (PR), que já havia sido notificada em Diário Oficial, agora está formalizada. A notícia foi divulgada pelo jornalista Arnaldo Neto em seu blog hospedado no Folha 1. Ele é o último dos eleitos em 2016 e condenado no “escandaloso esquema” a deixar o Legislativo. Entre “titulares” e “reservas”, passaram pela Casa 15 réus na Chequinho. Sexto suplente na coligação PR/PTB/PSD, Dr. Ivan Machado (PTB), que obteve 782 votos, foi convocado nessa terça-feira para assumir a vaga de vereador no lugar de Ferrugem.
Além de Ferrugem, foram declarados eleitos em outubro de 2016 e integraram o time da Chequinho: Cecília Ribeiro Gomes (Avante), Jorge Magal (SD), Jorge Rangel (PTB), Kellinho (Pros), Linda Mara (PTC), Miguelito (PSL), Ozéias (PSDB), Roberto Pinto (PTC), Thiago Virgílio (PTC) e Vinícius Madureira (PRP). Todos foram condenados em primeira instância e tiveram os mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Agora, recorrem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por ora, todos estão com os direitos políticos cassados por oito anos, a contar de 2016.
Do time da Chequinho, Cecília perdeu a vaga na Câmara com a validação dos votos de Marcos Bacelar (PDT), e consequente novo cálculo do quociente eleitoral. Posteriormente, foi condenada. Dos outros dez foram chamados os suplentes, já que no entendimento do TRE os votos não deveriam ser anulados, como havia determinado o juiz Eron Simas em primeira instância. Só que entre os substitutos imediatos, outros quatro estão condenados no mesmo “escandaloso esquema”. Chegaram a tomar posse, mas saíram por decisão do TRE: Carlinhos Canaã (PTC), Geraldinho de Santa Cruz (PSDB), Roberta Moura (PR) e Thiago Godoy (PR).
Como abordou a coluna Ponto Final do último domingo, na “dança das cadeiras” da Câmara, vereadores com poucos votos herdaram mandatos. Ele chega ao cargo depois de ter ficado na sexta suplência, em uma coligação que elegeu cinco vereadores, sendo o mais votado com 4.855 e o menos, com 3.363. A coluna também observou que os mandatos dos suplentes que não têm envolvimento com a Chequinho são legítimos.
Pode até parecer estranho o fato de os votos que, para Justiça Eleitoral, foram obtidos com o uso irregular do Cheque Cidadão sejam os mesmos que sustentem tais mandatos no cálculo do quociente eleitoral. Contudo, irregularidade não há. No entendimento do juiz Eron Simas, que julgou as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) em primeira instância, os votos dos envolvidos na Chequinho deveriam ser anulados. A Justiça Eleitoral deveria, então, recalcular o quociente eleitoral. Mas essa decisão foi afastada pela Corte eleitoral do Rio.
Convocado oficialmente pela Câmara nessa terça-feira, a posse do dentista Ivan Machado está marcada para esta quarta-feira, às 10h, na Câmara Municipal de Campos.

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