Partidos de esquerda já traçam estratégias para o Senado com maioria do PL
- Atualizado em 30/10/2026 17:33
Senado Federal
Senado Federal / Divulgação
Senadores de partidos de esquerda já traçam estratégias para fazer frente à bancada recorde do PL, que assume em 2027. O cenário traz desafio de articulação não só para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito, mas também para parlamentares governistas. PL vai ocupar sozinho mais de um terço da Casa Legislativa.
O g1 entrevistou senadores eleitos pela primeira vez e reeleitos do PT, PSB e PDT para saber como eles se preparam para lidar com os numerosos colegas do PL, partido de Jair Bolsonaro, e para trabalhar por propostas do governo Lula.

As estreantes no Senado Marília Arraes (PDT-PE), Samanda de Lula (PT-RN) e Marília Campos (PT-MG) defendem a construção de alianças em pautas específicas, o diálogo com adversários políticos e a mobilização da sociedade para impedir retrocessos em direitos sociais.

Os senadores reeleitos Cid Gomes (PSB-CE) e Humberto Costa (PT-PE) preveem a tentativa, por parte da direita, de avanço das chamadas pautas de costumes, como projetos que restringem o direito ao aborto nos casos previstos em lei. O tema é alvo frequente de parlamentares da direita.

A composição do Senado ainda poderá sofrer alterações até fevereiro, quando assumem os eleitos em 2026, já que tanto os candidatos eleitos quanto os senadores em exercício podem trocar de partido ou assumir cargos no Executivo.

Caso os números atuais se confirmem, o PL terá a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988. O partido elegeu 19 senadores nas eleições de domingo (4). Com isso, o partido deverá reunir 28 dos 81 integrantes da Casa. O recorde anterior pertencia ao MDB, então PMDB, que iniciou a legislatura de 1999 com 27 senadores.

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