Ministros do TSE discutiram bloqueio de canais políticos no WhatsApp às vésperas da eleição
21/10/2026 14:01 - Atualizado em 21/10/2026 14:08
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça, discutiram com colegas a possibilidade de impor restrições a canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).

A proposta, que foi debatida nos últimos dias e dividiu a Corte, atingiria canais como o "Exército do Lula", que conta com quase 8 milhões de seguidores, e o canal "Tropa do Flávio", que tem 2,7 milhões.

Nas últimas semanas, o canal de mensagens liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas (relembre mais abaixo).

Em nota, o gabinete do ministro André Mendonça informou que os integrantes da Corte discutiram o tema em duas reuniões, realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20), e coube ao ministro elaborar uma minuta de resolução, que seria submetida para a avaliação dos demais.

À TV Globo, Nunes Marques afirmou não ser "favorável a mudança de última hora". A resolução não deve avançar, segundo informações de outros ministros da Corte.
A nota do gabinete afirma que, "por tradição, cabe ao vice-presidente do Tribunal redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar. Era natural, portanto, que essa tarefa coubesse ao Ministro André Mendonça. A minuta não é uma iniciativa individual".

O texto prossegue: "A necessidade de sua elaboração parte de um entendimento construído em conjunto, o texto ainda está em discussão interna, e qualquer versão final depende de deliberação colegiada do Tribunal".
O gabinete também afirma que "nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto".

E que o objetivo "é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos".

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