Leon Gomes não declara apoio a presidenciáveis e defende direito de não escolher
Dora Paula Paes 21/10/2026 12:01 - Atualizado em 21/10/2026 14:06
Leon Gomes
Leon Gomes / Arquivo
Com a bandeira da inclusão, o vereador Leon Gomes (PDT), que foi candidato à Câmara Federal e ficou entre os quatro mais votados em Campos no pleito de 4 de outubro, não declara em quem pretende votar no próximo domingo (25). Pelo contrário, defende o direito de não escolher nenhum dos dois presidenciáveis, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Ele afirma que não apoia nenhuma das candidaturas neste segundo turno, mesmo com a cúpula do PDT posicionada a favor de Lula.

"Não apoio nenhuma das duas candidaturas. O Brasil precisa de mudanças, mas não vejo em Flávio essa renovação. Ser contra Lula não basta para saber governar. Na minha avaliação, seu discurso se concentra mais em tirar Lula do poder do que em explicar como resolver os problemas do Brasil", disse.

Segundo ele, sua crítica ao bolsonarismo também passa pela divisão que provocou em famílias e igrejas. "Essa intolerância ao contraditório enfraquece a convivência democrática e transforma irmãos e familiares em inimigos", afirmou.

Quanto à sua bandeira da inclusão, o vereador explica sua preocupação com as propostas de Flávio Bolsonaro. "Na inclusão, vejo uma possível armadilha no plano de Flávio: ele cita 'inclusão e integração social', mas integração não é inclusão. É possível colocar nossos filhos no mesmo espaço sem garantir participação, acessibilidade ou o apoio de que precisam. Se, na prática, a integração substituir a inclusão, colocaremos em risco conquistas construídas com muita luta pelas famílias atípicas. Minha cobrança é essa: não basta abrir a porta, é preciso garantir condições para permanecer, participar e aprender. Hoje, nenhum deles me apresentou propostas suficientemente concretas para confiar que a inclusão será tratada como prioridade".
Por outro lado, o vereador também explica que hoje, o que pesa a favor de Lula, no seu ponto de  vista, é a defesa da democracia e da soberania do Brasil. "Nenhuma das duas pode ser ameaçada, e nosso país é grande demais para virar puxadinho dos Estados Unidos. Posso não escolher nenhum dos dois, mas, se tiver que escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro, Flávio não será minha opção. Conservadorismo seletivo não me convence", concluí.
A Folha da Manhã, em sua edição desta quarta-feira (21), mostra o posicionamento de Wladimir Garotinho, Delegada Madeleine e Caio Vianna, que movimentam suas redes sociais com voto aberto para o candidato do PL à Presidência da República. Assim como Leon, eles também concorreram a uma cadeira à Câmara Federal no primeiro turno. Wladimir foi o único que conseguiu se eleger. 

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