Bacellar pai atribui prisão do filho a 'armação' de Paes, Lula e ministros do STF
Dora Paula Paes - Atualizado em 07/10/2026 18:08
O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e seu pai Marcos Bacellar
O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e seu pai Marcos Bacellar / Reprodução
O ex-presidente da Câmara de Campos, Marcos Bacellar, atribui a prisão do filho Rodrigo, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a uma “armação”, que, segundo ele, teria sido articulada pelo candidato ao governo do Estado do Rio, Eduardo Paes; pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição; e por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Em um desabafo, que não poupou palavreado de baixo calão — com algumas partes do vídeo impossíveis de reprodução —, o chefe do clã Bacellar afirmou que “não aguenta mais ficar calado”. A manifestação teria sido motivada, em parte, pela ascensão do PL e pelo resultado positivo do grupo de direita nas urnas no último domingo (4). Isso mesmo se declarando um “anarquista”.

“Na minha avaliação, o objetivo dessa articulação era atingir a direita no Rio de Janeiro e intervir no cenário político do estado, favorecendo as candidaturas de Eduardo Paes e Lula”, escreveu na legenda do vídeo divulgado na terça-feira (6).

Bacellar pai abre a postagem reproduzindo um vídeo de Paes elogiando Rodrigo. “Até tu, Eduardo Paes? Logo você, que abraçou, adulou e beijou... Rodrigo está preso na Penitenciária Federal de Mossoró. Para mim, meu filho é um preso político”, escreveu.

No vídeo, ele afirma que o filho, preso na Operação Unha e Carne, sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, “aguenta mais dois ou três meses de prisão”, mas acredita que a direita vai “varrer a turma do Lula”.

Bacellar também afirma que Douglas Ruas (PL) não pediu votos à família Bacellar e que, como presidente da Alerj, foi impedido de assumir o governo do Estado por decisão da Justiça.
O ex-presidente da Câmara de Campos também disse esperar que Altineu Côrtes assuma a presidência da Câmara dos Deputados e Rogério Marinho, a do Senado, a partir do ano que vem e afirmou que, mesmo que Lula vença o segundo turno, “a coça foi feia”.
O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está preso desde março deste ano. Ele é investigado por associação ao Comando Vermelho. 

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