Ministro Floriano Marques deu dois dias para PGE se manifestar sobre desistência de Garotinho
Dora Paula Paes 06/10/2026 10:19 - Atualizado em 06/10/2026 10:21
Anthony Garotinho
Anthony Garotinho / Divulgação/Band
Os movimentos na Justiça começaram após Anthony Garotinho (Republicanos) desistir do recurso em relação aos seus 274.411 votos. Na noite de segunda-feira (5), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu prazo de dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestar sobre o pedido do candidato ao governo do Rio para só então decidir a questão. O PSOL-RJ também fez um movimento jurídico e protocolou um recurso no TSE para contestar a decisão do candidato. 
O caso também envolve a possibilidade de o candidato Douglas Ruas (PL) ser declarado eleito no primeiro turno para comandar o governo estadual.
Na sexta-feira (2), antes da votação, o ministro entendeu que os votos de Garotinho não poderiam ser considerados válidos e deveriam constar como anulados sub judice.
Conforme decisão da Justiça Eleitoral do Rio, Garotinho está inelegível por ter sido condenado por ato doloso de improbidade administrativa em 2018.

A partir de agora, caberá a Marques analisar o pedido de desistência ou levar o caso para deliberação definitiva do plenário do TSE. Se a solicitação for aceita, os votos de Garotinho poderem anulados definitivamente.
Posição do PSOL - Segundo o partido, o objetivo é garantir que os votos recebidos por Garotinho continuem sendo tratados de acordo com as regras eleitorais e que os efeitos sobre o resultado do 1º turno sejam definidos pela Justiça Eleitoral, e não por uma decisão unilateral da candidatura.

A discussão ganhou importância porque os 274.411 votos (3,17%) recebidos por Garotinho no domingo (4) podem definir se a eleição terá ou não 2º turno. Douglas Ruas (PL) teve 4.271.199 votos (49,27%), ficando a 0,73 ponto percentual de alcançar a maioria dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) recebeu 3.706.984 votos (42,76%).

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