Dora Paula Paes
05/10/2026 11:24 - Atualizado em 05/10/2026 11:28
Ex-governador Anthony Garotinho
/
Agência Senado
O xeque-mate da eleição do Rio está nas mãos de Anthony Garotinho (Republicanos). Tudo indica que ainda existam dois turnos pela frente; um nas urnas em 25 de outubro e outro no judiciário. Ao disputar a eleição para o governo do Estado sub judice, após recorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, se a corte mantiver o indeferimento, o candidato Douglas Ruas vai a 50,88% e leva a eleição no primeiro turno. Se o registro for deferido, Ruas fica com 49,27% e o eleitor volta às urnas para escolher entre Ruas e Eduardo Paes em novo rood.
Para os analistas de política, Garotinho nunca teve chance de ganhar o pleito de 2026, porém, acabou virando o personagem mais importante no jogo político.
A ação que tumultuoua candidatura de Garotinho partiu da Coligação de Eduardo Paes, o mesmo que, agora, precisa que o ex-governador continue nele e não desistado recurso no TSE para que a eleição não seja encerrada.
A Folha encaminhou demanda à assessoria de Garotinho para saber qual posição ele poderá tomar.
Em sua última postagem na rede social, Garotinho deixou uma mensagem, segundo ele, do Rio para todo o Brasil. "Não perderei tempo reclamando da Justiça Eleitoral, pois imensa maioria da população viu a perseguição sofrida por mim, tão clara como a luz do sol", abriu a publicação.
"Votos sub judice atribuídos a mim, por pessoas que compareceram e deram 274.411 votos, mesmo sabendo que serão julgados por suposto fato ocorrido em 2005 onde sequer era secretário da pasta acusada de improbidade", escreveu mais adiante.
Garotinho, ainda sobre o resultado do pleito, com Douglas Ruas na liderança, ressaltou: "Hoje, uma parte expressiva do Estado disse: parabéns Rodrigo Bacellar (preso na Operação Unha e Carne) e sua gangue... bom mesmo é comer bife folheadoa ouro com Vorcaro as custas do dinheiro dos velhinhos".