Dora Paula Paes
01/10/2026 08:55 - Atualizado em 01/10/2026 10:51
Roberta Barreto, ex-secretária de Educação
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Reprodução
O Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil cumprem, nesta quinta-feira (1º), 19 mandados de busca e apreensão na Operação Escola de Papel, que investiga suspeitas de fraude, direcionamento de contratos, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e organização criminosa em obras e serviços da Secretaria Estadual de Educação durante a gestão de Cláudio Castro (PL). No governo Castro, o ex-deputado Rodrigo Bacellar foi apontado como o responsável pela indicação de Roberta Barreto de Oliveira para comandar a pasta.
Entre os principais alvos estão a ex-secretária Roberta Barreto de Oliveira; seu genro e ex-chefe de gabinete, Yurie Lopes Fonseca Ormonde André; o ex-subsecretário de Gestão Administrativa David de Andrade Marinho Filho; e Fabio Martins Pereira, apontado como operador financeiro do esquema. As primeiras informações são do Bom Dia Rio.
Segundo as investigações, contratos teriam sido direcionados à empresa MCK Reformas e Construções, que recebeu mais de R$ 11 milhões em recursos públicos somente em 2025. Os investigadores apontam que parte dos valores teria sido sacada em espécie e que a empresa não possuía estrutura compatível com as obras milionárias para as quais foi contratada.
Um dos episódios investigados ocorreu em janeiro, quando o dono da MCK, Marcos José Mendes Ferreira, teria sido flagrado sacando R$ 500 mil em uma agência bancária de Duque de Caxias. O veículo utilizado para transportar o dinheiro estava registrado em nome do irmão de Yurie.
Auditorias do governo estadual apontam indícios de fraude e formação de cartel em contratos que podem somar até R$ 1,6 bilhão. Segundo o levantamento, 95% das 1.241 escolas da rede estadual teriam contratado obras sob suspeita de irregularidades. Os contratos foram suspensos para reavaliação.
Roberta Barreto deixou o comando da Secretaria de Educação em fevereiro deste ano, após cerca de três anos à frente da pasta.