Relator das apurações envolvendo fraudes do Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, sugeriu em decisão divulgada nesta terça-feira (1º) que os novos elementos apresentados pela Polícia (PF) sobre o caso sejam avaliados pelo plenário da Corte. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se posicionou e pede a nulidade do relatório da Polícia Federal.
A PGR aponta que a investigação de Mendonça e os elementos colhidos sofrem de "dupla nulidade". Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a ordem dada à PF para investigar pessoas específicas, sem pedido da PGR ou da própria polícia, excede os limites de competência do ministro na fase pré-processual.
No dossiê da PF, Gonet também é citado. Ele teria pedido a Vorcaro para bancar ida do filho para Londres. "Segundo a PF, o advogado Ciro Soares mandava mensagens e fotos do chefe do Ministério Público Federal para Vorcaro, e articulou evento em Londres com autoridades do Judiciário", informa o site Poder360.
Agora, a decisão de submeter o caso ao plenário depende dos ministros e do presidente do STF, Edson Fachin.
Mendonça retirou o sigilo de um procedimento no qual foi anexado um relatório da PF.
O documento revelou mensagens que mostram a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro do STF Alexandre de Moraes e o Procurador Geral da República (PGR), Paulo Gonet.