Competindo na categoria Petiz 1, destinada a atletas nascidos em 2015, Júlia conquistou nove medalhas de ouro, sendo seis em provas individuais e três em revezamentos. O resultado a consolida como a principal atleta de sua categoria no Estado do Rio de Janeiro e reforça sua posição entre as melhores nadadoras do país em sua faixa etária.
Nas provas individuais, venceu os 50 e 100 metros borboleta, 50, 100 e 200 metros costas e 200 metros medley. Também integrou as equipes campeãs dos três revezamentos que disputou: 4x50 metros livre, 4x50 metros medley feminino e 4x50 metros medley misto.
A variedade de estilos e distâncias em que subiu ao lugar mais alto do pódio evidencia uma das características que vêm marcando sua evolução: a versatilidade. Além dos resultados, a jovem nadadora tem recebido elogios pela qualidade de seus fundamentos técnicos, aspecto especialmente relevante considerando o pouco tempo de prática e de experiência competitiva.
Entre suas principais provas estão os 200 metros costas, distância em que ocupa a primeira colocação do ranking nacional da categoria Petiz 1.
A trajetória chama atenção justamente por ser recente. A família de Júlia mudou-se para Campos em julho de 2017. Ela começou a nadar em meados de 2024 e participou de sua primeira competição em maio de 2025. Pouco mais de um ano depois da estreia competitiva, já alcançava a liderança do ranking nacional e resultados expressivos em competições estaduais e regionais.
Embora represente o Fluminense nas competições, Júlia realiza sua preparação diária no Tênis Clube de Campos, sob a orientação do experiente técnico Luciano Reis.
Para a família, o trabalho desenvolvido com o treinador tem importância que vai além dos resultados esportivos. O pai da atleta, Bruno Morisson, que também foi nadador, destacou a influência de Luciano na formação das filhas e revelou que essa relação teve peso decisivo na permanência da família na cidade: “Foi uma grata surpresa e um pacto com a excelência e o caráter, que forjam atletas e formam pessoas de bem. Sentimento só de acerto e de gratidão, além de sorte por tê-lo na nossa jornada, especialmente na das minhas filhas. Honestamente, o maior motivo de permanecermos em Campos”.