O impacto das faltas de Lula, Flávio e Eduardo Paes no primeiro debate
Desde o dia 16 de agosto, as campanhas para as Eleições 2026 estão a todo vapor nas ruas de todo Brasil. Neste clima, o debate eleitoral televisionado é um dos momentos mais esperados pelos eleitores. Contudo, na primeira rodada de embates, os candidatos a presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e Eduardo Paes, postulante ao governo do Estado do Rio, não estiveram presentes.
Na disputa presidencial, os faltantes, Lula e Flávio Bolsonaro, disputam a preferência do polarizado eleitorado brasileiro, de acordo com as últimas pesquisas eleitorais do Datafolha e Nexus. Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) foram ao debate realizado pela Band.
Já no pleito ao governo do Rio, Paes segue com uma folga na dianteira. Na pesquisa da Quaest, o ex-prefeito do Rio somou 37% de intenção contra 14% de Douglas Ruas (PL) e 11% de Garotinho (Republicanos). Já na Paraná Pesquisas, Paes tem 44,5%, Ruas, com 15,5%, e Garotinho, 11,6%. Os principais adversários do ex-prefeito do Rio estiveram presentes no primeiro debate da temporada.
Para o estrategista e articulista político, Orlando Thomé, o encontro ainda tem relevância para avaliação do eleitorado.
“É muito ruim para a democracia que candidatos com chances reais de vitória, liderando as pesquisas ou nos dois primeiros lugares, resolveram adotar a tática de ausência de participação”, disse Orlando.
O jornalista Paulo Renato Porto destacou que ainda há repercussão dos debates nas ruas brasileiras.
“Não se deve subestimar a força desses veículos que ainda entram nas casas de milhões de pessoas, potencializados com a conexão junto às redes”, explicou Porto.
Ricardo André Vasconcelos observou que os debates também estão baseados na lógica das redes sociais.
Ricardo André Vasconcelos observou que os debates também estão baseados na lógica das redes sociais.
“O debate ainda é muito importante para os eleitores conhecerem as ideias dos candidatos, porém, atualmente as bolhas se alimentam e retroalimentam de recortes extraídos dos debates”, frisou o jornalista.
Por fim, Thomé não acredita em impacto negativo em um ambiente de alta polarização.
“Mesmo que o candidato dele não vá a um debate ou vá mal em um programa de entrevistas, a polarização faz com que ele releve tudo isso e continue votando”, concluiu o estrategista e articulista político.