O impacto das faltas de Lula, Flávio e Eduardo Paes no primeiro debate
Hevertton Luna - Atualizado em 29/08/2026 07:46
Lula, Flávio Bolsonaro e Eduardo Paes
Lula, Flávio Bolsonaro e Eduardo Paes / Fotos: Divulgação
Desde o dia 16 de agosto, as campanhas para as Eleições 2026 estão a todo vapor nas ruas de todo Brasil. Neste clima, o debate eleitoral televisionado é um dos momentos mais esperados pelos eleitores. Contudo, na primeira rodada de embates, os candidatos a presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e Eduardo Paes, postulante ao governo do Estado do Rio, não estiveram presentes.
Na disputa presidencial, os faltantes, Lula e Flávio Bolsonaro, disputam a preferência do polarizado eleitorado brasileiro, de acordo com as últimas pesquisas eleitorais do Datafolha e Nexus. Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) foram ao debate realizado pela Band.
Já no pleito ao governo do Rio, Paes segue com uma folga na dianteira. Na pesquisa da Quaest, o ex-prefeito do Rio somou 37% de intenção contra 14% de Douglas Ruas (PL) e 11% de Garotinho (Republicanos). Já na Paraná Pesquisas, Paes tem 44,5%, Ruas, com 15,5%, e Garotinho, 11,6%. Os principais adversários do ex-prefeito do Rio estiveram presentes no primeiro debate da temporada.
Para o estrategista e articulista político, Orlando Thomé, o encontro ainda tem relevância para avaliação do eleitorado.
“É muito ruim para a democracia que candidatos com chances reais de vitória, liderando as pesquisas ou nos dois primeiros lugares, resolveram adotar a tática de ausência de participação”, disse Orlando.
O jornalista Paulo Renato Porto destacou que ainda há repercussão dos debates nas ruas brasileiras.
“Não se deve subestimar a força desses veículos que ainda entram nas casas de milhões de pessoas, potencializados com a conexão junto às redes”, explicou Porto.
Ricardo André Vasconcelos observou que os debates também estão baseados na lógica das redes sociais.
“O debate ainda é muito importante para os eleitores conhecerem as ideias dos candidatos, porém, atualmente as bolhas se alimentam e retroalimentam de recortes extraídos dos debates”, frisou o jornalista.
Por fim, Thomé não acredita em impacto negativo em um ambiente de alta polarização.
“Mesmo que o candidato dele não vá a um debate ou vá mal em um programa de entrevistas, a polarização faz com que ele releve tudo isso e continue votando”, concluiu o estrategista e articulista político.

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