Dora Paula Paes
24/07/2026 12:32 - Atualizado em 24/07/2026 12:53
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A presença do presidente estadual do Progressistas (PP), deputado federal Dr. Luizinho, ao lado do pré-candidato ao governo do Estado do Rio, Eduardo Paes (PSB), movimentou os bastidores da sucessão estadual. Os dois dividiram o palanque na noite de quinta-feira (23), em Mesquita, poucos dias após o PP confirmar que não indicará um novo nome para ocupar a vaga de vice na chapa de Douglas Ruas (PL).
Dr. Luizinho e Eduardo Paes participaram do lançamento da pré-candidatura do vereador Diogo Talento à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Embora o evento tivesse como foco a disputa proporcional, a imagem dos dois juntos ganhou repercussão política por ocorrer em meio ao afastamento do Progressistas da campanha encabeçada pelo PL.
No evento, Paes confessou que está há dois anos, "fazendo sereneta de amor", para tentar trazer o Luizinho para essa eleição, para estar do lado dele e discursar do lado dele.
Sem anunciar oficialmente apoio a qualquer candidatura ao Palácio Guanabara, o gesto alimentou especulações sobre o posicionamento que o PP poderá adotar na eleição estadual e reforçou as dúvidas em torno da permanência da aliança construída inicialmente com Douglas Ruas.
A mudança de cenário começou a se desenhar nesta semana, quando o Progressistas decidiu não substituir o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, na vaga de candidato a vice-governador da chapa do PL. A desistência representou um revés para Douglas Ruas, que perdeu um dos principais pilares da composição majoritária.
O reposicionamento do partido no Rio acompanha o ambiente de indefinição no plano nacional. Sob a condução do presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, o PP optou por permanecer neutro na disputa pela Presidência da República, frustrando a tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL) de ampliar sua aliança com a federação formada por PP e União Brasil.
A decisão, no entanto, restringe-se à eleição presidencial. Com a neutralidade definida nacionalmente, os diretórios estaduais ganharam liberdade para construir alianças próprias de acordo com o cenário político de cada estado, abrindo espaço para diferentes composições na disputa pelo governo do Rio.