PL oficializa candidatura de Douglas Ruas ao governo do Estado do Rio
Dora Paula Paes - Atualizado em 24/07/2026 11:30
Douglas Ruas
Douglas Ruas / Divulgação
O Partido Liberal (PL) oficializou, na manhã desta sexta-feira (24), a candidatura do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Douglas Ruas ao governo do Estado do Rio de Janeiro e a do senador Carlos Portinho à reeleição. Os nomes foram homologados durante a convenção estadual da legenda, realizada na sede do partido, no Centro do Rio.
Apesar da homologação das principais candidaturas, o PL ainda não concluiu a composição da chapa majoritária. Permanecem indefinidos o nome que disputará a vice-governadoria ao lado de Douglas Ruas e o segundo candidato ao Senado pela aliança.

O encontro, reservado a filiados e dirigentes da sigla, também confirmou as chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e para a Câmara dos Deputados.

Atual presidente da Alerj, Douglas Ruas será o candidato do partido na disputa pelo Palácio Guanabara. Já Carlos Portinho buscará permanecer no Senado, onde exerce mandato desde 2020.

Em seu discurso, Ruas afirmou que a construção do plano de governo ocorreu a partir de visitas a diferentes regiões do estado e do diálogo com a população.

“Nós percorremos, nos últimos meses, todo o estado do Rio de Janeiro. O nosso plano de governo foi construído ouvindo as pessoas, entendendo as características de cada região do nosso estado. Podemos ver o tamanho da força do PL e eu tenho certeza de que temos o melhor time em cada região”, declarou.

A convenção reuniu importantes lideranças do PL e do campo bolsonarista no estado, entre elas o presidente estadual da legenda, deputado federal Altineu Côrtes, além dos prefeitos Marcelo Delaroli (Itaboraí) e Capitão Nelson (São Gonçalo). Também participaram os deputados federais Dani Cunha, Hélio Negão e Carlos Jordy, o deputado estadual Filippe Poubel, o vereador Alexandre Poubel, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Jorge Felippe Netto.

Pré-candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro não esteve presente, mas enviou uma mensagem em áudio exibida aos convencionais. Na gravação, criticou a situação da segurança pública no estado e conclamou a militância para a campanha eleitoral.

“O Rio está sequestrado por narcoterroristas que só pensam em poder. Que Deus abençoe a companhia de todos. Vamos resgatar o Brasil e o Rio”, afirmou.

Apelo à união

Durante a convenção, Douglas Ruas também comentou a recente reaproximação entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após semanas de desgaste público entre ambos. Para o deputado, o pedido de desculpas feito pelo senador representou um gesto de humildade e reforçou a necessidade de unidade dentro do partido.

“Que todos nós possamos ter união aqui dentro do PL. Quem, por algum motivo, tenha tido alguma diferença com outro pré-candidato, hoje é o dia de selarmos a paz e a união para colocarmos o nosso estado do Rio e a nossa nação em primeiro lugar”, disse.

O atrito entre Flávio e Michelle teve origem em divergências sobre a estratégia política do partido no Ceará. A ex-primeira-dama criticou a aproximação do PL com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) e, em junho, afirmou nas redes sociais que havia sido “maltratada” e “humilhada” pelo senador, revelando que os dois estavam sem se falar desde o fim de 2025.

Na quinta-feira (23), Flávio divulgou um vídeo em que pediu desculpas pelos “momentos que causaram desconforto” e convidou Michelle a seguir ao seu lado “na missão de defender o Brasil”. A ex-primeira-dama respondeu publicamente, afirmando ter aceitado o pedido de desculpas.

Definições pendentes

As negociações para as vagas de vice e do segundo candidato ao Senado ainda dependem da manutenção da federação entre União Brasil e PP. As legendas têm até o encerramento do período das convenções, em 5 de agosto, para formalizar eventuais alterações.

A vaga de vice ficou aberta após o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), desistir oficialmente de integrar a chapa. Já a indefinição para o Senado surgiu depois que o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), deixou de ser tratado como opção do grupo após ser preso em flagrante, no início do mês, durante uma operação da Polícia Federal, com um fuzil encontrado em seu veículo.

O partido pretende apresentar a chapa completa em um grande ato político marcado para 22 de agosto, no Maracanãzinho. A expectativa é reunir as principais lideranças nacionais da legenda, incluindo a participação de Flávio Bolsonaro.
Com informações da Agenda do Poder. 

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