Operação Acerto de Contas mira golpes em série contra servidores do TCE-RJ
- Atualizado em 08/07/2026 18:46
Polícia Civil do RJ deflagra Operação Acerto de Contas
Polícia Civil do RJ deflagra Operação Acerto de Contas / Divulgação/PCERJ
A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quarta-feira (8) a Operação Acerto de Contas, em São Paulo, para cumprir 4 mandados de busca e apreensão contra investigados por aplicar golpes em série contra servidores ativos e aposentados do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e apura crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Três pessoas foram conduzidas para prestar depoimento.

Os golpistas entravam em contato com as vítimas por telefone, aplicativos de mensagens e e-mail, apresentando-se como advogados, funcionários públicos ou representantes de órgãos governamentais. Nas conversas, informavam que os servidores teriam direito a receber créditos judiciais, gratificações ou outros valores.
Para dar credibilidade à abordagem, a quadrilha citava nomes de profissionais reais e usava linguagem semelhante à de procedimentos administrativos e judiciais, com referências a órgãos públicos.

A polícia afirma que, depois desse contato, as vítimas eram orientadas a pagar antecipadamente custas, taxas ou impostos para liberar o dinheiro prometido. Os pagamentos eram feitos, em geral, por PIX.

Ainda segundo a investigação, foram identificadas linhas telefônicas e endereços de e-mail criados especificamente para a aplicação das fraudes, além de contas utilizadas para movimentar os valores obtidos.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), de janeiro de 2025 a 9 de junho deste ano, a entidade já recebeu 1.976 denúncias sobre esse tipo de crime.

"Infelizmente, essa prática se espalhou por todo o Brasil, com métodos cada vez mais sofisticados e até uso de IA. É preciso que os responsáveis sejam identificados e punidos. As pessoas devem desconfiar sempre de pedidos de recursos para liberação de valores, de pedidos de transferências por pix e devem procurar sempre o próprio advogado para confirmar a veracidade das informações", recomendou a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio.
Fonte: G1

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