Porto do Açu investe em gestão hídrica para impulsionar desenvolvimento regional
- Atualizado em 08/07/2026 18:39
Gustavo Vianna destaca compromisso do Porto
Gustavo Vianna destaca compromisso do Porto / Rodrigo Silveira
Estudo realizado por consultoria internacional Waterplan comprovou que o Porto do Açu devolve à Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul um volume de água doce superior ao que capta. O assunto foi abordado durante o Porto em Pauta - Workshop de Imprensa, realizado em Campos nesta quarta-feira (8) com o tema "ESG na Prática: juntos por um futuro positivo". Em 2024, o complexo utilizou 1,75 milhão de metros cúbicos de água e repôs 2,73 milhões de metros cúbicos à bacia, um volume 55% acima do captado e equivalente ao consumo anual de uma cidade de aproximadamente 43 mil habitantes. O abastecimento do complexo ocorre por infraestrutura própria e não compete com a infraestrutura pública e o consumo da região.

Segundo o Porto do Açu, a reposição hídrica é resultado de um conjunto de iniciativas, entre as quais se destacam a preservação de áreas protegidas na Reserva Caruara, a conservação da Lagoa de Iquipari e o sistema de macrodrenagem inteligente implantado no complexo, que favorece a infiltração da água no solo e o abastecimento natural dos aquíferos. Atualmente, mais de 70% da água utilizada pelo empreendimento provém de fontes alternativas, e esse percentual deve alcançar 90% até 2030.

"A nossa missão é desenvolver um porto indústria com essa infraestrutura sustentável, integrada e acessível. A nossa visão é ser reconhecida como o porto da transição energética do Brasil e o nosso propósito é ajudar o mundo a reduzir a sobrecarga de carbono e acelerar mais o Brasil. Nosso compromisso vai além da eficiência operacional. Nosso objetivo é gerar valor para a sociedade enquanto ampliamos as oportunidades de crescimento e preparamos a região para receber novos investimentos e gerar empregos", afirma Gustavo Vianna, gerente geral de Sustentabilidade do Porto do Açu.

Ainda de acordo com o Porto, a Reserva Caruara é uma das principais formas pelas quais o complexo transforma sua Ambição 2050 em resultados concretos para a natureza e para as pessoas. Desde 2012, a reserva protege uma área de 4.000 hectares de restinga e promove a conservação da biodiversidade deste importante ecossistema costeiro. Com mais de R$ 50 milhões investidos desde a sua criação, o espaço conta hoje com 80 funcionários diretos, sendo 100% de mão de obra local. Mais do que um espaço de preservação, a Reserva Caruara consolidou-se hoje como um ativo natural, uma plataforma de impacto e uma unidade de negócios do complexo.

Caio Cunha apresentou dados da Reserva Caruara
Caio Cunha apresentou dados da Reserva Caruara / Rodrigo Silveira
“Não se trata apenas de uma área protegida, mas também um ativo estratégico do território e uma unidade de negócios voltada a ampliar o impacto positivo do Porto”, explica Caio Cunha, gerente de Relações Portuárias e da Reserva Caruara.

Esse resultado materializa a Ambição 2050 do Porto do Açu, que orienta o crescimento sustentável do complexo, conectando a empresa aos desafios climáticos globais, sociais e econômicos. O Porto também aderiu aos movimentos Ambição Net Zero e +Água, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, compromissos que consolidam metas de descarbonização, gestão hídrica responsável, preservação ambiental e desenvolvimento social.

O complexo desempenha, ainda, um importante papel como agente de desenvolvimento socioeconômico da região. Atualmente, são 30 empresas instaladas, 89 milhões de toneladas movimentadas em 2025 e mais de 7.600 empregos diretos, sendo 75% da mão de obra proveniente da região, o que reforça o compromisso com a geração de emprego, renda e qualificação local. Além disso, o Porto registrou um aumento de 23% no número de fornecedores locais e mais de 51 mil pessoas beneficiadas por iniciativas da Agenda Social.

“Acreditamos que o desenvolvimento só faz sentido quando gera valor compartilhado. Por isso, investimos na qualificação de profissionais, no fortalecimento de fornecedores locais, no empreendedorismo, na inovação e no diálogo com as comunidades. Queremos que o crescimento do complexo se traduza em um legado positivo para as próximas gerações”, completa Gustavo Vianna.
Com informações da assessoria

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