Wladimir trocaria seu projeto político pelo do seu pai Garotinho
Dora Paula Paes - Atualizado em 03/06/2026 08:09
Reunião em Campos
Reunião em Campos / Rodrigo Silveira
“Se tiver que não ser candidato para apoiar meu pai, nem candidato eu sou”. A afirmação é do ex-prefeito de Campos e pré-candidato a deputado federal, Wladimir Garotinho (PL). De partidos diferentes, Wladimir declarou apoio à pré-candidatura ao Governo do Estado de Anthony Garotinho (Republicanos). A declaração, feita na última sexta-feira (29), durante um encontro com aliados em Campos, selou a trégua entre eles após meses de trocas de farpas públicas.
Sua decisão de apoiar Garotinho, e não o pré-candidato do PL, segundo Wladimir, levou muita gente a falar “bobagem”, chegando a conjecturar a possibilidade de o PL não lhe dar a vaga para concorrer, em outubro, à Câmara Federal.
Ele ressalta que seu apoio é independente do partido. “Meu candidato é Garotinho. Foi ele quem pavimentou o caminho para que todos estivéssemos aqui hoje”, disparou.
Garotinho também abaixou a guarda em relação ao filho durante a reunião, que ocorreu no Automóvel Club Fluminense e trouxe à cidade um leque de políticos do Republicanos.
Dirigindo-se ao atual prefeito de Campos, Frederico Paes, em um ato de reconhecimento, e afirmando que ele será reeleito em 2028, Garotinho disse:
“Eu não queria que Wladimir saísse da Prefeitura. Eu entendo que a política tem o vírus da traição, não porque a pessoa queira trair, mas porque as circunstâncias do poder, as ilusões que se criam em torno dele, acabam perturbando a mente. Mas hoje tenho convicção de que estava errado”.
O próprio Wladimir, ao comentar a declaração, destacou:
— Brigou muito comigo.
Ao final do discurso, pai e filho se abraçaram, e o ex-prefeito de Campos não conteve as lágrimas.

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