Renato Siqueira, arquiteto e urbanista, comentou sobre a crescente adoção de modais individuais ao invés dos coletivos.
"Em vez de nós impulsionarmos o transporte público, coletivo, especialmente o transporte de massa, nós negligenciamos esse aspecto por diversas dificuldades ao longo do tempo, de pelo menos 40 ou 50 anos para cá. E hoje nós temos uma adoção também desses modais individuais muito decorrente da deficiência do transporte público coletivo do município", disse Renato.
O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Arthur Borges, afirmou que o perfil dos acidentes mudou. Segundo ele, no último mês, foram 200 acidentes envolvendo bicicletas, quase 500 de motocicletas e 61 de carros.
"Então, hoje, tem oito vezes mais acidentes com motociclistas do que automobilísticos. Mostrando que, na verdade, está existindo uma transição", explicou Arthur.
Batista Cardoso, coordenador de trânsito da Guarda Civil Municipal (GCM), destacou a necessidade de conscientização por parte da população que utiliza os veículos.
"Temos que, a fim de resolver esse problema, começar na conscientização, nas escolas. Só que não existe fiscalização que dê jeito quando o usuário da via abre mão da sua própria segurança", falou Batista.
De acordo com o secretário de Mobilidade Urbana, Sérgio Mansur, o município estuda a possibilidade de adaptar a Ponte Saturnino de Brito, a Ponte da Lapa, para proporcionar mais segurança aos ciclistas. A estrutura está sendo mais utilizada devido à interdição da Barcelos Martins, ocorrida em fevereiro.
"Estamos projetando uma reunião com o IMTT e a Guarda Municipal para estudar a possibilidade de implantar sentido único em algumas horas do dia, alternando na Saturnino de Brito. Estamos fazendo essa avaliação, mas não temos como definir ou prometer nada agora", disse Mansur.
A audiência foi presidida pelo vereador Anderson de Matos (Republicanos), que também solicitou sua realização.