Ao receber foto de dinheiro, Thiago respondeu mensagem com sua própria imagem
A prisão do deputado estadual, Thiago Rangel (Avante), trouxe a público uma série de mensagens envolvendo o parlamentar, base para o pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes determinasse a 4ª fase da Operação Unha e Carne, na terça-feira (5). Além de mensagens de cunho violento, uma, em especial, chama atenção: Thiago recebe uma foto de uma quantia em dinheiro vivo e responde com uma figurinha com a própria imagem.
Divulgadas pela mídia, em mensagens de 20 de setembro de 2024, há envio de imagens de dinheiro em espécie, em conversa de WhatsApp entre o parlamentar e Luis Fernando, que seria um dos seus operadores e foi preso também na Unha e Carne.
De acordo com o G1, que divulgou trechos e imagens da investigação contidos na decisão do ministro Alexandre de Moraes, que foi quem autorizou a operação, a reação do parlamentar a foto do dinheiro, com um adesivo com sua caricatura, foi interpretada pela PF como um sinal de anuência à movimentação registrada na conversa.
Todas essas mensagens analisadas pela Polícia Federal integram, segundo a Justiça, um conjunto de provas de articulação entre o deputado, aliados e empresários para direcionamento de obras públicas ligadas à Secretaria Estadual de Educação.
Nesta quarta-feira (6), Moraes determinou que seja mantida a prisão do deputado Thiago Rangel. No despacho, ele estabelece que a decisão deve prevalecer independente de qualquer manifestação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Para Moraes, os elementos reunidos apontam para a prática de crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
Material reunido durante a investigação e reproduzidos pelo STF mostram que o deputado Thiago Rangel também mantinha diálogos violentos em mensagens. Em trechos divulgados pelo O Globo, Rangel, em conversa com um aliado, afirma: “vou dar jeito nele” e, em seguida, menciona que enviaria uma “surpresa”, acrescentando: “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”.
Material reunido durante a investigação e reproduzidos pelo STF mostram que o deputado Thiago Rangel também mantinha diálogos violentos em mensagens. Em trechos divulgados pelo O Globo, Rangel, em conversa com um aliado, afirma: “vou dar jeito nele” e, em seguida, menciona que enviaria uma “surpresa”, acrescentando: “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”.
Em outra conversa, os interlocutores discutem uma ação para afastar um alvo. Um deles diz: “temos que arrancar a cabeça dele sem dar direito para ele”, enquanto outro responde: “vamos avaliar o melhor momento e tirar”.
O grupo liderado pelo deputado ainda teria movimentado R$ 2,9 milhões de áreas, como a Educação do Estado, em campanhas eleitorais. A defesa do parlamentar, por sua vez, afirma que “qualquer conclusão antecipada é indevida” e “o deputado nega a prática de quaisquer ilícitos”.