As menções a Toffoli aparecem em conversas no celular de Vorcaro. O celular foi apreendido na Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro.
Em nota, o gabinete de Toffoli chamou de "ilações" as menções ao nome dele e afirmou que não há motivo para ser alegada suspeição do ministro no caso Master. Em caso de suspeição, Toffoli deveria deixar a relatoria.
"A defesa de Daniel Vorcaro manifesta preocupação com o vazamento seletivo de informações, que acaba por gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa. O respeito ao contraditório e ao devido processo legal é condição essencial para a correta apuração dos fatos", afirmaram os advogados do banqueiro.
A declaração de suspeição é o ato de um magistrado para reconhecer que não pode ser o relator de um processo, abrindo mão dele.
Segundo o blog do g1 apurou, a PF não pediu a suspeição de Toffoli.
Diz o parágrafo único do artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura, que rege o funcionamento do Poder Judiciário:
"Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação."
As menções ao ministro aparecem em conversas no celular, segundo a investigação. O aparelho foi apreendido em novembro na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master, liquidado pelo Banco Central.
Segundo fontes que acompanham a investigação, a avaliação é que Toffoli conta com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para dizer que não há irregularidades no que foi levantado pela PF sobre ele.