PF e PRF prendem ex-presidente do Rioprevidência
- Atualizado em 03/02/2026 12:24
O diretor-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes
O diretor-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes / Foto: Rioprevidência/Divulgação
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira (3). Ele foi detido por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. O local da prisão não foi informado.

O Rioprevidência é o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro.

No dia 23 de janeiro, Deivis renunciou ao cargo de presidente após uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. As investigações envolvem investimentos no Banco Master.

Na gestão de Deives e des outros dois ex-diretores, o fundo de previdência do Rio investiu quase R$ 1 bilhão de em letras financeiras do Banco Master: são títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito.

As investigações se concentram em nove aplicações no Master entre 2023 e 2024 que, segundo a PF colocaram em risco o dinheiro das aposentadorias e das pensões de 235 mil servidores públicos do estado do Rio.

Há mais de um ano, os aportes do Rio Previdência no Master estão na mira do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). Em outubro de 2025, o Tribunal proibiu o RioPrevidência de investir em títulos administrados pelo banco e alertou para possível gestão irresponsável de recursos.
Aportes de R$ 1 bi
O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações financeiras, supostamente irregulares, “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.

“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF.

O Master está em liquidação extrajudicial desde novembro, depois que o banco central apontou insolvência e suspeitas de fraude. A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
Com informações do G1

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