Taxa sem rodoviária
21/01/2017 | 19h10
Usuários da Rodoviária Roberto Silveira andam reclamando, e com razão. É que enquanto a reforma não termina, as empresas que fazem as linhas interdistritais e intermunicipais improvisaram cabines ao redor da Praça da República, nas calçadas. O espaço é precário, com banheiros químicos e quase sem coberturas. Mesmo assim, o pagamento da taxa pelo uso da rodoviária tem sido cobrado sistematicamente dos passageiros. Será que a Codemca anda tão descapitalizada que está contando com o dinheiro das taxas sobre as passagens para concluir a obra que se arrasta há tempos? Pobre cidade rica.
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Tapetes em São João da Barra
21/01/2017 | 19h10

Detalhes dos tapetes de Corpus Christi em São João da Barra, na rua Joaquim Thomaz de Aquino Filho, em frente à igreja matriz de São João Batista.

 

 

 

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A caminho da barbárie
21/01/2017 | 19h09
A tv mostrou ontem as cenas chocantes de um agente de segurança espancando dois detentos em um presídio de Santa Catarina. Hoje fui ler detalhes do caso no site de O Globo e, ao conferir os comentários dos leitores, vi que a maioria aplaude esse tipo de comportamento. Lembrei então de um artigo da cientista política Lúcia Hippolito, escrito há pouco de mais de três anos, intitulado “A caminho da barbárie”. À época ganhou grande repercussão o caso do menino João Hélio, de 6 anos, arrastado até a morte por várias ruas da zona norte do Rio, no carro da própria família, que havia sido levado por bandidos. Vale a leitura: O que vem se passando com dolorosa freqüência em matéria de criminalidade e violência urbana no Brasil já deixou há muito tempo de ser um mero problema de segurança pública. Trata-se de um problema de estágio civilizatório. Estamos todos regredindo à barbárie. Cada vez que um crime horrendo nos choca, nos violenta, nos martiriza, as pessoas de bem sentem vontade de matar o bandido, de também arrastar seu corpo pelas ruas, de fazê-lo em picadinhos. As pessoas de bem são tragadas pela barbárie e regridem um pouco mais a cada dia. Em suma, não são apenas os bandidos que são bárbaros. Nós também caminhamos a passos acelerados em direção à barbárie. É chocante, mas nem um pouco surpreendente. É o resultado esperado do persistente processo de “desconstituição” do Estado, que vem acontecendo, e não é de hoje, no Brasil, e particularmente nas megalópoles como Rio e São Paulo. Há séculos, o que se conhece como Estado Moderno vem se constituindo a partir da extensão da soberania sobre vastos aspectos da vida das nações. Assim, a soberania sobre o território consolida-se gradativamente a partir da presença do poder público ocupando todos os pontos do país. Outro elemento constitutivo importante é o monopólio do uso legítimo da força, ou seja, grupos privados deixam de reprimir e oprimir sob motivações igualmente privadas e se subordinam às forças do Estado, que passa assim, a deter o monopólio do uso legítimo da violência. Um terceiro e relevante aspecto constitutivo do Estado Moderno diz respeito à justiça, que também passa a ser exercida pelo Estado, na medida em que a lei subordina tudo e todos, e a única ordem jurídica reconhecida é aquela vinculada ao Estado. Não há mais justiça privada, mas aquela patrocinada e exercida pelos órgãos do Estado. Muito bem. Se estes três elementos são importantes fatores constitutivos do Estado Moderno, é perfeitamente possível classificar o processo por que passa o Brasil como de “desconstituição” do Estado. Senão, vejamos. A soberania sobre o território já foi ferida de morte, porque há vastos territórios onde o poder público não consegue penetrar. E por poder público entenda-se o agente de saúde, a ambulância, o caminhão de lixo, o carro de bombeiros, o recenseador do IBGE, o carteiro etc., não apenas a polícia. Na maioria das vezes, estes agentes do Estado só conseguem ter acesso a certos locais depois de solicitar permissão ao “protetor” do lugar, em geral um traficante. Pois o poder público simplesmente abandonou essas áreas e marginalizou suas populações, praticamente empurrando-as para os braços do crime organizado. Já o monopólio sobre o uso legítimo da força tem sido sistematicamente desrespeitado por ricos, classe média e pobres, indiferentemente. Os ricos contratam seguranças particulares (mas não conseguem evitar os seqüestros), a classe média contrata seguranças para suas ruas e condomínios (porém não consegue evitar os assaltos), e agora os pobres começaram a receber a “proteção” de milícias, grupos de policiais e ex-policiais, que expulsam os traficantes de comunidades carentes e passam a extorquir a população local. Isto tudo porque a polícia (isto é, o Estado) não protege ninguém. Finalmente, a justiça tem sido igualmente privatizada, subtraindo soberania ao poder público. A justiça privada (dos traficantes, das elites, das milícias, da polícia) é sumária e rápida. Espancamentos, assassinatos, ajustes de contas, tortura, “queimas de arquivo” freqüentam corriqueiramente as páginas dos jornais. Tudo isso acontece sob as barbas do governo, à luz do dia. A reação das autoridades varia entre a resignação, a indignação hipócrita e a total indiferença. Enquanto isto, a população que paga seus impostos em dia e dá um duro danado para criar seus filhos fica desamparada, órfã, sem uma palavra de conforto e de esperança. Até quando?
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Mais do mesmo
21/01/2017 | 19h09
Acompanhei atenta a todos os acontecimentos de mais um capítulo da conturbada política da cidade. Muito já se falou sobre o assunto e de tudo o que fica é aquela sensação de já ter visto este filme. Sinceramente, o que dizer depois de presenciar os vereadores levando quase duas para discutir se uma moção de aplausos entrava ou não em pauta? Uma situação que pode parecer surreal, mas que se tornou rotina. Os discursos se repetem, a pauta não caminha e não se avança para a resolutividade. Resta saber qual é o papel do eleitor diante de tudo isso. Somos plateia ou coadjuvantes deste triste espetáculo? Passivos ou cúmplices? Ou apenas vítimas, reféns dos algozes que se tornam líderes, como uma espécie de síndrome de Estocolmo que transforma vilões em heróis? Se já sabemos o que esperar dos políticos que estão por aí, talvez seja a hora de dimensionarmos o tamanho da mea culpa. E daí torne possível identificar, neste caos que impera, onde estão a ética e a honestidade que tanto procuramos. Encontrar aquele que sustente uma postura, e não seja a escolha certa que, uma vez no poder, vire a escolha errada. Quem sabe um dia teremos representantes que avancem das inúteis moções, do discurso político pela política, para os verdadeiros interesses da coletividade?
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Semana de mobilização
21/01/2017 | 19h09
Terceiro lugar na pesquisa, inelegibilidade, cassação de Rosinha e, agora, o áudio comprometedor. Tem muita gente defendendo que se a solução é jogar a toalha e buscar uma saída honrosa do páreo, este é o melhor momento. Mas de Garotinho não veio, por enquanto, qualquer sinal de que haverá recuo. Ao contrário, o clima é de mobilização. Tanto que o PR está convocando lideranças partidárias de todo o estado para reunião na tarde desta segunda-feira na sede da Associação Comercial do Rio. Na pauta, organização da campanha eleitoral. E terça à tarde também tem barulho no calçadão de Campos, em ato de solidariedade ao casal.
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Cadê os enfeites da Copa?
21/01/2017 | 19h09
Não sei se a culpa é dos tantos escândalos políticos, locais e nacionais, ou da insossa convocação de Dunga, mas o fato é que algo anda abalando o patriotismo tupiniquim. A poucos dias do começo da Copa as bandeirinhas e tintas em verde e amarelo quase não dão o ar da graça. Em outros tempos, a torcida da seleção canarinho a esta altura já tinha enfeitado as ruas, fachadas das casas, unhas, cabelos e lançado moda em camisetas e tantos outros modelitos. Pode ser que a coisa ainda esquente. Por enquanto, apesar da ampla cobertura da mídia e do esforço dos patrocinadores em criar um clima de euforia em torno da disputa pelo hexa, o que parece, pelo menos cá pelas bandas da planície, é que nem temos uma Copa do Mundo daqui a pouco.
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Ato de solidariedade ao casal Garotinho
21/01/2017 | 19h09
Partidários do ex-governador Garotinho e da prefeita Rosinha estão convidando militantes e lideranças políticas de toda a região para um ato de solidariedade ao casal na próxima terça-feira, às 16h, no centro de Campos. A concentração vai ser no calçadão. A expectativa dos organizadores é que o próprio Garotinho participe do ato. Rosinha não, porque se recupera de uma cirurgia feita em São Paulo para retirada de um nódulo da garganta.
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Transparência
21/01/2017 | 19h09
Já está valendo. Municípios com mais de 100 mil habitantes a partir de agora devem disponibilizar na internet todas as suas receitas e despesas em tempo real, em cumprimento à Lei Complementar 131, de 2009, de autoria do ex-senador João Capiberibe. O não cumprimento do prazo implica em suspensão das transferências do governo federal. Os municípios que têm entre 50 e 100 mil habitantes terão que se adequar até 2011 e os menores, até 2013.
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Recorde
21/01/2017 | 19h09
Os eleitores de Campos merecem citação no Guinness Book de tanto que vão às urnas. Em São João da Barra, cidade onde moro e voto, a política também é bem complicadinha, mas pelo menos segue a normalidade do calendário eleitoral.
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PR mantém agenda
21/01/2017 | 19h09
Apesar da decisão do TRE na tarde de hoje tornando inelegível o ex-governador Garotinho, a agenda de reuniões do PR está mantida. O partido divulgou agora há noite que haverá encontros do diretório regional entre 3 e 5 de junho em Bonsucesso, Teresópolis, Friburgo, Mesquita e Duque de Caxias. A Caravana Palavra de Paz também continua. Nesta sexta em São Gonçalo e segunda-feira em Jacarepaguá, na Cidade de Deus.
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Sobre o autor

Júlia Maria de Assis

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