Mais do mesmo
Acompanhei atenta a todos os acontecimentos de mais um capítulo da conturbada política da cidade. Muito já se falou sobre o assunto e de tudo o que fica é aquela sensação de já ter visto este filme.
Sinceramente, o que dizer depois de presenciar os vereadores levando quase duas para discutir se uma moção de aplausos entrava ou não em pauta? Uma situação que pode parecer surreal, mas que se tornou rotina. Os discursos se repetem, a pauta não caminha e não se avança para a resolutividade.
Resta saber qual é o papel do eleitor diante de tudo isso. Somos plateia ou coadjuvantes deste triste espetáculo? Passivos ou cúmplices? Ou apenas vítimas, reféns dos algozes que se tornam líderes, como uma espécie de síndrome de Estocolmo que transforma vilões em heróis?
Se já sabemos o que esperar dos políticos que estão por aí, talvez seja a hora de dimensionarmos o tamanho da mea culpa. E daí torne possível identificar, neste caos que impera, onde estão a ética e a honestidade que tanto procuramos. Encontrar aquele que sustente uma postura, e não seja a escolha certa que, uma vez no poder, vire a escolha errada.
Quem sabe um dia teremos representantes que avancem das inúteis moções, do discurso político pela política, para os verdadeiros interesses da coletividade?