Menos alunos nas escolas públicas
21/01/2017 | 19h12
Os dados são do Inep: caiu consideravelmente o número de alunos matriculados no ensino médio nas escolas públicas do estado do Rio. Houve queda também em outros estados, mas a média fluminense é bem maior do que a nacional. Confira na reportagem de O Globo (aqui).
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Para curtir o ócio
21/01/2017 | 19h12
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=uM4WP5eGPBw[/youtube]Um brinde ao fim de semana, celebrado com este clássico da parceria Noel Rosa/Vadico na voz de Chico Buarque.
Viagem barulhenta 3
21/01/2017 | 19h11
Hoje teve promoção no busão. Dois shows pela bagatela de R$ 7. Na primeira metade do caminho, Daniel; na segunda metade, Leonardo. Uma overdose de sertanejo.
Quer entender essa aventura musical compulsória? Clique aqui.
Desencanto
21/01/2017 | 19h11
É, a coisa anda tão feia, e há tanto tempo, que nem as decisões mais importantes para tentar moralizar a política conseguem resgatar a confiança do eleitor.
Na manhã de hoje, enquanto folheava o jornal em frente a uma banca no centro da cidade, um simpático senhor saiu com esta:
— Tenho medo é dos ´ficha limpa`. São os mais espertos, os que não deixam rastro.
Uma moedinha, por favor
21/01/2017 | 19h11
Ninguém pode questionar o papel extraordinário que a ONG Orquestrando a Vida, do Centro Cultura Musical, desenvolve pela democratização e qualidade da cultura no município. Muito menos o empenho, a competência e a seriedade de seus dirigentes. Mas quem comanda o projeto precisa ficar atento a uma situação que pode manchar a imagem do trabalho tão importante que é realizado.
Na tarde de ontem, duas jovens violinistas pediam dinheiro no sinal de trânsito do movimentado cruzamento entre a Alberto Torres e a Voluntários da Pátria, bem em frente à sede da ONG. Estavam uniformizadas e chamavam a atenção de motoristas e pedestres com performances musicais.
Ambas me abordaram pedindo “uma moedinha” e responderam afirmativamente quando perguntei se eram menores de idade, mas disseram que estavam ali por livre e espontânea vontade. Não sou especialista no assunto, mas creio que neste caso tal argumento não seja suficiente para legitimar a exposição das adolescentes.
E não é a primeira vez. Há alguns meses fui abordada, no mesmo local, por um menino de uns 12 anos, no máximo, também aluno da ONG, pedindo dinheiro para ajudar em um espetáculo que seria apresentado.
Não posso afirmar que os responsáveis pela ONG tenham conhecimento disso. Mas eles podem e devem averiguar. Todo mundo sabe que não só em Campos, mas em todo o país, é difícil fazer cultura. E a sociedade é quem acaba colaborando mesmo. Mas é preciso encontrar outras formas de captar recursos, sem que seja necessário expor crianças e adolescentes desta forma.
Ação contra Sérgio Cabral
21/01/2017 | 19h11
A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio entrou com ação de investigação contra o governador Sérgio Cabral, o deputado Jorge Picciani e o prefeito de Italva, Joelson Gomes Soares. Confira aqui.
Diversão estranha
21/01/2017 | 19h11
Mais um peão fica ferido durante prova no rodeio de Barretos (aqui). Sinceramente não consigo entender qual é a graça do espetáculo, que coloca a vida das pessoas em risco e maltrata os animais. Que tradição é essa? Não dá para chamar nem de esporte nem de cultura. Já falei o que penso sobre rodeios em outro post.
De volta para casa
21/01/2017 | 19h11
Os trabalhadores que chegaram do Maranhão com promessa de emprego no porto do Açu estão agora abrigados em uma pousada em Grussaí. A empresa Santa Bárbara se comprometeu a dar toda a assistência necessária ao grupo, que solicitou voltar para casa no mesmo ônibus. Hoje uma equipe da construtora está fazendo vistoria no veículo. Se estiver em boas condições, os operários pegam a estrada ainda nesta tarde. Caso contrário, a própria Santa Bárbara fretará outro ônibus e, neste caso, a viagem só acontece amanhã.
Operários vão à polícia
21/01/2017 | 19h11
O grupo de operários que chegou do Maranhão para trabalhar no canteiro de obras do porto do Açu e não teve a promessa cumprida, cujo drama relatei no post abaixo, decidiu hoje de manhã dar queixa na polícia. Neste momento, os 41 trabalhadores estão registrando boletim de ocorrência na 145ª DP (São João da Barra).
Todos dormiram dentro do ônibus, em Grussaí, e contaram mais uma vez com a solidariedade das pessoas para garantir o café da manhã.
Eles agora só pensam em pegar a estrada de novo e fazer o percurso de três mil quilômetros de volta para casa. Mas estão sem dinheiro.
Sem emprego e sem teto
Um grupo de 41 trabalhadores maranhenses está neste momento alojado dentro de um ônibus em Grussaí à espera de alguém que possa explicar o motivo pelo qual não foi cumprida a promessa de emprego no canteiro de obras do porto do Açu. Mais que isso, espera por comida e um lugar para dormir.
Os operários vieram de Barão do Grajaú, cidade que fica a 650 km da capital São Luís. Saíram de lá às 17h30 de sábado e chegaram ao Açu nesta terça, às 4h. No Maranhão, foram contactados por um agenciador do próprio estado que, por sua vez, estava a serviço de outro agenciador de Minas Gerais. Trouxeram a listagem de documentos necessários para a contratação, com cabeçalho da empresa Santa Bárbara, e um encaminhamento da agência de empregos MRG.
Para aproveitar a oportunidade de trabalho, desembolsaram, cada um, R$ 150 para o agenciador, mais R$ 300 para o fretamento do ônibus. Nos quase três dias de viagem pagaram a comida do próprio bolso. Alguns pegaram dinheiro emprestado com juros mensais de 15%.
O problema começou quando chegaram ao canteiro de obras. “Ninguém nos deu atenção na portaria, Eram quase 11h e ainda nem tínhamos tomado café, quando resolvemos sair perguntando e fomos parar no escritório da empresa. Lá disseram simplesmente que as vagas não existiam, que não tinham contratado o agenciador”, contou o carpinteiro Weldem de Carvalho, 21 anos.
Dos 42 trabalhadores que chegaram no ônibus, 39 carpinteiros e três pedreiros, exatamente como detalhado no encaminhamento, a empresa se interessou por contratar apenas quatro. Um aceitou, mas os outros três resolveram não abandonar o grupo. O carpinteiro José Pereira Lima, 51 anos, veio com os dois filhos. “Meus filhos tiveram as carteiras (de trabalho) aprovadas, mas eu não, e então eles não aceitaram para não me deixarem sozinho aqui, sem saber como vou fazer para comer, dormir ou voltar para casa, que é no que eu mais penso agora”.
Algumas pessoas solidárias com o drama dos operários conseguiram arranjar comida para eles. “Era um marmitex para três”, disse Weldem.
Segundo os operários, só bem mais tarde apareceu uma pessoa responsável pela empresa, já na porta do alojamento em Grussaí, mas nenhuma solução foi apresentada. Na noite desta terça, eles conseguiram falar por telefone com o agenciador do Maranhão que argumentou, por sua vez, não ter conseguido mais contato com o agenciador de Minas, e que a orientação era continuar esperando na frente do alojamento da empresa.
Os maranhenses contaram ainda que chegaram ontem ao porto do Açu mais 40 trabalhadores em três vans, vindas do Sergipe, que também não teriam sido contratados, mas não havia notícia do paradeiro deles.
21/01/2017 | 19h11
Um grupo de 41 trabalhadores maranhenses está neste momento alojado dentro de um ônibus em Grussaí à espera de alguém que possa explicar o motivo pelo qual não foi cumprida a promessa de emprego no canteiro de obras do porto do Açu. Mais que isso, espera por comida e um lugar para dormir.
Os operários vieram de Barão do Grajaú, cidade que fica a 650 km da capital São Luís. Saíram de lá às 17h30 de sábado e chegaram ao Açu nesta terça, às 4h. No Maranhão, foram contactados por um agenciador do próprio estado que, por sua vez, estava a serviço de outro agenciador de Minas Gerais. Trouxeram a listagem de documentos necessários para a contratação, com cabeçalho da empresa Santa Bárbara, e um encaminhamento da agência de empregos MRG.
Para aproveitar a oportunidade de trabalho, desembolsaram, cada um, R$ 150 para o agenciador, mais R$ 300 para o fretamento do ônibus. Nos quase três dias de viagem pagaram a comida do próprio bolso. Alguns pegaram dinheiro emprestado com juros mensais de 15%.
O problema começou quando chegaram ao canteiro de obras. “Ninguém nos deu atenção na portaria, Eram quase 11h e ainda nem tínhamos tomado café, quando resolvemos sair perguntando e fomos parar no escritório da empresa. Lá disseram simplesmente que as vagas não existiam, que não tinham contratado o agenciador”, contou o carpinteiro Weldem de Carvalho, 21 anos.
Dos 42 trabalhadores que chegaram no ônibus, 39 carpinteiros e três pedreiros, exatamente como detalhado no encaminhamento, a empresa se interessou por contratar apenas quatro. Um aceitou, mas os outros três resolveram não abandonar o grupo. O carpinteiro José Pereira Lima, 51 anos, veio com os dois filhos. “Meus filhos tiveram as carteiras (de trabalho) aprovadas, mas eu não, e então eles não aceitaram para não me deixarem sozinho aqui, sem saber como vou fazer para comer, dormir ou voltar para casa, que é no que eu mais penso agora”.
Algumas pessoas solidárias com o drama dos operários conseguiram arranjar comida para eles. “Era um marmitex para três”, disse Weldem.
Segundo os operários, só bem mais tarde apareceu uma pessoa responsável pela empresa, já na porta do alojamento em Grussaí, mas nenhuma solução foi apresentada. Na noite desta terça, eles conseguiram falar por telefone com o agenciador do Maranhão que argumentou, por sua vez, não ter conseguido mais contato com o agenciador de Minas, e que a orientação era continuar esperando na frente do alojamento da empresa.
Os maranhenses contaram ainda que chegaram ontem ao porto do Açu mais 40 trabalhadores em três vans, vindas do Sergipe, que também não teriam sido contratados, mas não havia notícia do paradeiro deles.
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
[email protected]
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