Dia de alvoroço em Campos e SJB
21/01/2017 | 19h15
O dia hoje promete. Especificamente o fim do dia.
Em Campos Rosinha reassume o cargo com todo o barulho que a militância do casal Garotinho for capaz de fazer. Até carreata vai rolar. A festa fica para mais tarde porque antes a prefeita acompanha, no Rio, a solenidade de diplomação do marido e da filha Clarissa. Ela deve chegar à Câmara somente no início da noite.
Em São João da Barra a expectativa é por conta da sessão da Câmara logo mais, às 17h. Os vereadores que integram o bloco majoritário de oposição até agora não liberaram a verba que, segundo a Prefeitura, é fundamental para viabilizar o calendário de eventos do verão. A suplementação pedida há semanas foi aprovada em partes e o orçamento do ano que vem foi bastante modificado.
A queda de braço do G-5 com a prefeita Carla Machado está a cada dia mais acirrada e a pressão tem sido grande. Os vereadores querem destinar parte do dinheiro previsto para os shows e outros projetos da pasta do turismo para a área de saúde. A Prefeitura diz que o que sobrou é pouco para promover o verão e espera que o quadro seja revertido hoje, porque caso contrário não dá tempo de fazer mais nada. Mas não há sinais, pelo menos por enquanto, de que os dois lados cheguem a um consenso.
Portanto, quem quiser prestigiar a posse em Campos ou conferir o desfecho de mais um embate político em São João da Barra — se é que vai ter desfecho — é melhor chegar cedo para conseguir assento. É casa cheia nas duas câmaras.
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Eike Batista na política
21/01/2017 | 19h15
A notícia está no site da Época Negócios: Eike Batista, o Barão de São João da Barra, quer fundar seu próprio partido político. A empreitada conta com a parceria de outros empresários cariocas e o Partido Novo, como vai se chamar a legenda, quer lançar candidato próprio à Prefeitura do Rio.
Para ler a notícia completa, clique aqui.
O blog do André Pinto também repercutiu a novidade e lança a pergunta: será que Eike Batista vai querer lançar candidato também em São João da Barra, onde está construindo o mega empreendimento batizado de Super Porto do Açu?
Campos é o 14º no PIB dos municípios
21/01/2017 | 19h14
Os números foram divulgados hoje pelo IBGE e são referentes a 2008. Campos saltou de 0,78% em 2007 para 0,96% no ano seguinte e ocupa a 14ª posição no ranking dos municípios com os maiores PIBs do Brasil. São João da Barra também ganha destaque, passando de 0,03% paa 0,09%.
Veja a matéria completa no O Globo Online.
OSX e LLX convocam para audiências públicas
21/01/2017 | 19h14
O Diário Oficial do Estado do Rio publicou hoje a convocação para as audiências públicas da OSX e LLX referentes ao processo de licenciamento ambiental da Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu). As audiências acontecem em janeiro: dia 11 em São João da Barra e dia 12 em Campos.
Viagem barulhenta 5
21/01/2017 | 19h14
Vejam se é justo isso: você trabalha o dia todo, enfrenta um calor dos diabos e no final do expediente, missão cumprida, tudo o que quer é um trajeto tranqüilo de volta para casa. A viagem dura uma hora, às vezes mais. Só que o motorista do busão resolve achar que você está super a fim de “curtir” os mais recentes sucessos do Raça Negra.
Na boa, quem não suporta pagode, como eu, sabe do que estou falando. A coisa é quase tortura.
Eu sei que deve estar se tornando entediante essa história de insistir com as críticas ao ônibus-boate da Campostur. Mas é que a empresa teima em não fazer cumprir a lei. E aos pagodeiros vou logo avisando: não tenho nada contra quem gosta dos sorrisos marotos e companhia. Mas eu não sou obrigada a escutar.
Provavelmente se o motorista for de Led Zeppelin um monte de gente vai chiar. É exatamente por isso que a lei proíbe o som no transporte coletivo. Eu não imponho a você meu gosto musical e vice-versa. Além do mais, para que servem os fones de ouvido?
A situação já está cansando tanto que dá vontade de ir além dos desabafos aqui pelo blog. Talvez a solução seja apelar ao Detro, às ONGs que lutam contra a poluição sonora, à Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, ao Papa, ao Edir Macedo, à ONU.
Brincadeiras à parte, mais uma vez vai o apelo: alô Campostur, meu ouvido não é penico!
Quer ler a saga desde o começo?
Viagem barulhenta
Viagem barulhenta 2
Viagem barulhenta 3
Viagem barulhenta 4
Conquista merecida
21/01/2017 | 19h14
Vascaína apaixonada que sou, é impossível negar que está rolando a maior dor de cotovelo com a vitória tricolor no Brasileirão. Mas quer saber? O Fluminense deu show de superação e a trajetória que desenhou no campeonato devia servir de inspiração para a turma de São Januário.
Ontem, depois do apito final do juiz, fui espiar a festa na rua Joaquim Thomaz. Parecia carnaval. São João da Barra, além de ser uma cidade que ama comemorar, tem mais torcedor do Fluminense por metro quadrado do que, acredito, qualquer outro lugar neste país. Então já viu, né? Foi um alvoroço só.
No mais, creio que o Blog do Bastos tenha resumido bem esse sentimento de admiração pela atuação do adversário.
Ah, só pra registrar: os torcedores sanjoanenses estão organizando uma mega carreata para sábado. Concentração às 15h na entrada da cidade. Com certeza vai bombar.
Royalties: Eduardo Campos quer nova proposta em caso de veto
21/01/2017 | 19h14
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse que se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar a emenda do projeto do pré-sal que altera a distribuição dos royalties, essa decisão terá de ser acompanhada de uma proposta de discussão que estabeleça para o futuro uma divisão mais justa desses recursos.
"Sugerir só o veto é um erro grave e coloca o presidente na situação indesejada de tomar partido, na federação, de Estados que hoje têm uma lei que discrimina milhares de municípios e dezenas de Estados. Se houver veto, tem de ser com uma proposta que indique um entendimento para uma melhor distribuição desse recurso", disse Campos.
Leia a notícia completa aqui.
Violência no Rio: enxugando gelo
21/01/2017 | 19h14
De tudo o que já li até agora sobre o último e mais intenso episódio da violência no Rio, ganha disparado o artigo do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Ele traduziu tudo o que eu, e com certeza mais um monte de gente, pensa sobre o assunto. Foi publicado domingo na Folha de São Paulo.
Não haverá vencedores
Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.
Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida. Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa. As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.
O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.
Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.
Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.
Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?
É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.
Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza – onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna “guerra” entre o bem e o mal.
Como o “inimigo” mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da “guerra”, enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.
É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.
O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.
Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente – com as suas comunidades tornadas em praças de “guerra” – não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.
Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário.
Um padre para governar São João da Barra
Foto: Ralph Braz
Seu nome é Francisco de Assis Soares Cravo. Tem 41 anos e é formado em Filosofia e Teologia pela PUC-RJ. Filho de mãe campista e pai carioca, nasceu antes do tempo em Duque de Caxias, durante uma viagem da família. Mas se considera um sanjoanense. É padre há 15 anos, sendo os 11 primeiros como pároco em São João da Barra, cidade de forte tradição católica. Transferido em 2006 para Porciúncula, ficou lá por quatro anos. Há três meses está em Campos e atua como vigário paroquial na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Custodópolis. É justamente a atual condição, não mais como pároco, que vai facilitar o processo de licença para, em 2012, disputar a eleição de prefeito.
Padre Francisco nunca militou na política e deve se filiar a um partido pela primeira vez no final deste ano. O convite veio do PHS, através do coordenador regional Wainer Teixeira de Castro, presidente do Grussaí Praia Clube. O blog conversou com o padre Francisco para saber quais são seus projetos para o município.
O que o fez decidir pela candidatura a prefeito?
Sempre acompanhei a política, especialmente a de São João da Barra, onde atuei como pároco durante 11 anos e de onde sou eleitor. Mas o que me motivou definitivamente foi ter assistido a uma reportagem na TV Globo sobre o Açu, há poucos meses, mostrando o abandono em que se encontra o povo do quinto distrito. Isso me provocou uma grande tristeza. Mexeu com meus brios. Como pode um município com tantos recursos e seu povo sem saneamento, sem internet, com saúde precária, problemas na educação? Isso me motivou. Despertou para que eu lançasse a ideia, que foi muito bem aceita. E então veio o convite do PHS.
O que esperar do padre Francisco prefeito?
Quero deixar claro que não sou candidato ainda, porque nem a lei permite enquanto não acontecem as convenções partidárias. Sou pré-candidato, mas isso vai depender, claro, de o povo de São João da Barra querer. Mas como tenho recebido tantas manifestações de apoio, considero que seja uma candidatura viável. E que representa algo novo, porque não sou político e venho sem nenhum comprometimento com grupos ou interesses. Minhas primeiras medidas seriam construir um hospital de grande porte, estabilizar a educação e valorizar o funcionalismo municipal, porque é uma categoria importante e porque isso significa melhorar o serviço público como um todo.
O senhor se considera um sanjoenense?
Sem dúvidas. Fui sacerdote não só dos católicos. Sempre tive um bom relacionamento com todos. Fui agraciado com todas as comendas do município e título de cidadão sanjoanense. Recebi também uma medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa, quando completei 10 anos como pároco em São João da Barra. Me sinto sanjoanense porque o povo me acolheu.
Como o senhor avalia o governo Carla Machado?
Eu vejo um descaso do governo municipal. A saúde vive um momento difícil. E tenho acompanhado com muita tristeza o sofrimento do povo do quinto distrito com as desapropriações. Pelos royalties que recebe, pelo projeto do porto, pelas riquezas naturais do município, São João da Barra era para estar entre os primeiros em qualidade de vida no país.
O senhor é contra o porto do Açu?
Não sou contra o porto, mas acho que é preciso que haja uma discussão, uma mesa redonda para que se chegue à melhor solução sem prejudicar o povo. E que se leve urbanização do Açu, progresso para aquela região.
O senhor foi padre durante o governo Betinho Dauaire e o início do governo Carla. Qual a comparação?
Quando eu cheguei a São João da Barra, pouco tempo depois veio o afastamento de Ranulfo Vidigal e os dois meses do governo Edinho Mansur, que era o vice. Depois continuei pároco durante os dois governos de Betinho Dauaire e nos dois primeiros anos de Carla Machado. Nesses 11 anos não havia conversa de política, claro. Eu era o pároco e não tinha envolvimento, porque nem é permitido. Eu sempre tive um bom relacionamento com Betinho Dauaire. Ele sempre favoreceu a fé católica. Se existe alguma coisa no Açu quem fez foi Betinho. Ele fez um bom governo, valorizou muito o povo e organizou o caos que existia.
Mas pretende enfrentá-lo nas urnas.
Acho que Betinho enfraqueceu politicamente quando não venceu Carla Machado e poderá ter problemas para obter o registro, assim como Neco. E também penso que São João da Barra hoje precisa de algo novo.
As articulações políticas para a sua candidatura já estão iniciadas?
Não estou filiado ainda. A idéia é montar o diretório do PHS em São João da Barra, um diretório forte. Temos um grupo que já está conversando e há mais pessoas chegando para somar. Quando começou a surgir a notícia da candidatura em São João da Barra, recebi muitos telefonemas de pessoas surpresas, incrédulas, querendo checar se não era um boato. Mas a partir do momento em que eu confirmava a possibilidade, recebia total manifestação de apoio. Isso é animador. Vamos estruturar tudo depois do verão, a partir de março.
O senhor conta com o apoio da paróquia?
A Igreja em si, como comunidade católica, não assume política partidária. Isso infringe o código de direto canônico. O padre, por exemplo, pode apoiar uma candidatura como cidadão, não como pároco. Sua função é pregar o evangelho e agir com imparcialidade em relação à política local.
Na eleição presidencial, principalmente no segundo turno, o tema religião pautou o debate e muito se questionou no país sobre o respeito à laicidade do Estado. Neste aspecto, o que esperar de um padre prefeito?
Vou me licenciar, mas não deixarei de ser padre, lógico. A questão é estar de acordo com a lei natural. Tem que cumprir a lei. A lei tem que ser respeitada. E é dessa forma que se defende o Estado laico. Não há conflito religioso. As pessoas sabem diferenciar a religião da política, justamente pela laicidade do Estado. Não tem nada a ver com impor normas, dogmas. Além do mais, não há uma ideia contraditória quando se defende a vida e se versa sobre a família. Quero governar para o povo, quero que o povo tenha voz e vez. E a voz do povo é a voz de Deus.
21/01/2017 | 19h14
Foto: Ralph Braz
Seu nome é Francisco de Assis Soares Cravo. Tem 41 anos e é formado em Filosofia e Teologia pela PUC-RJ. Filho de mãe campista e pai carioca, nasceu antes do tempo em Duque de Caxias, durante uma viagem da família. Mas se considera um sanjoanense. É padre há 15 anos, sendo os 11 primeiros como pároco em São João da Barra, cidade de forte tradição católica. Transferido em 2006 para Porciúncula, ficou lá por quatro anos. Há três meses está em Campos e atua como vigário paroquial na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Custodópolis. É justamente a atual condição, não mais como pároco, que vai facilitar o processo de licença para, em 2012, disputar a eleição de prefeito.
Padre Francisco nunca militou na política e deve se filiar a um partido pela primeira vez no final deste ano. O convite veio do PHS, através do coordenador regional Wainer Teixeira de Castro, presidente do Grussaí Praia Clube. O blog conversou com o padre Francisco para saber quais são seus projetos para o município.
O que o fez decidir pela candidatura a prefeito?
Sempre acompanhei a política, especialmente a de São João da Barra, onde atuei como pároco durante 11 anos e de onde sou eleitor. Mas o que me motivou definitivamente foi ter assistido a uma reportagem na TV Globo sobre o Açu, há poucos meses, mostrando o abandono em que se encontra o povo do quinto distrito. Isso me provocou uma grande tristeza. Mexeu com meus brios. Como pode um município com tantos recursos e seu povo sem saneamento, sem internet, com saúde precária, problemas na educação? Isso me motivou. Despertou para que eu lançasse a ideia, que foi muito bem aceita. E então veio o convite do PHS.
O que esperar do padre Francisco prefeito?
Quero deixar claro que não sou candidato ainda, porque nem a lei permite enquanto não acontecem as convenções partidárias. Sou pré-candidato, mas isso vai depender, claro, de o povo de São João da Barra querer. Mas como tenho recebido tantas manifestações de apoio, considero que seja uma candidatura viável. E que representa algo novo, porque não sou político e venho sem nenhum comprometimento com grupos ou interesses. Minhas primeiras medidas seriam construir um hospital de grande porte, estabilizar a educação e valorizar o funcionalismo municipal, porque é uma categoria importante e porque isso significa melhorar o serviço público como um todo.
O senhor se considera um sanjoenense?
Sem dúvidas. Fui sacerdote não só dos católicos. Sempre tive um bom relacionamento com todos. Fui agraciado com todas as comendas do município e título de cidadão sanjoanense. Recebi também uma medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa, quando completei 10 anos como pároco em São João da Barra. Me sinto sanjoanense porque o povo me acolheu.
Como o senhor avalia o governo Carla Machado?
Eu vejo um descaso do governo municipal. A saúde vive um momento difícil. E tenho acompanhado com muita tristeza o sofrimento do povo do quinto distrito com as desapropriações. Pelos royalties que recebe, pelo projeto do porto, pelas riquezas naturais do município, São João da Barra era para estar entre os primeiros em qualidade de vida no país.
O senhor é contra o porto do Açu?
Não sou contra o porto, mas acho que é preciso que haja uma discussão, uma mesa redonda para que se chegue à melhor solução sem prejudicar o povo. E que se leve urbanização do Açu, progresso para aquela região.
O senhor foi padre durante o governo Betinho Dauaire e o início do governo Carla. Qual a comparação?
Quando eu cheguei a São João da Barra, pouco tempo depois veio o afastamento de Ranulfo Vidigal e os dois meses do governo Edinho Mansur, que era o vice. Depois continuei pároco durante os dois governos de Betinho Dauaire e nos dois primeiros anos de Carla Machado. Nesses 11 anos não havia conversa de política, claro. Eu era o pároco e não tinha envolvimento, porque nem é permitido. Eu sempre tive um bom relacionamento com Betinho Dauaire. Ele sempre favoreceu a fé católica. Se existe alguma coisa no Açu quem fez foi Betinho. Ele fez um bom governo, valorizou muito o povo e organizou o caos que existia.
Mas pretende enfrentá-lo nas urnas.
Acho que Betinho enfraqueceu politicamente quando não venceu Carla Machado e poderá ter problemas para obter o registro, assim como Neco. E também penso que São João da Barra hoje precisa de algo novo.
As articulações políticas para a sua candidatura já estão iniciadas?
Não estou filiado ainda. A idéia é montar o diretório do PHS em São João da Barra, um diretório forte. Temos um grupo que já está conversando e há mais pessoas chegando para somar. Quando começou a surgir a notícia da candidatura em São João da Barra, recebi muitos telefonemas de pessoas surpresas, incrédulas, querendo checar se não era um boato. Mas a partir do momento em que eu confirmava a possibilidade, recebia total manifestação de apoio. Isso é animador. Vamos estruturar tudo depois do verão, a partir de março.
O senhor conta com o apoio da paróquia?
A Igreja em si, como comunidade católica, não assume política partidária. Isso infringe o código de direto canônico. O padre, por exemplo, pode apoiar uma candidatura como cidadão, não como pároco. Sua função é pregar o evangelho e agir com imparcialidade em relação à política local.
Na eleição presidencial, principalmente no segundo turno, o tema religião pautou o debate e muito se questionou no país sobre o respeito à laicidade do Estado. Neste aspecto, o que esperar de um padre prefeito?
Vou me licenciar, mas não deixarei de ser padre, lógico. A questão é estar de acordo com a lei natural. Tem que cumprir a lei. A lei tem que ser respeitada. E é dessa forma que se defende o Estado laico. Não há conflito religioso. As pessoas sabem diferenciar a religião da política, justamente pela laicidade do Estado. Não tem nada a ver com impor normas, dogmas. Além do mais, não há uma ideia contraditória quando se defende a vida e se versa sobre a família. Quero governar para o povo, quero que o povo tenha voz e vez. E a voz do povo é a voz de Deus.
Ranulfo fora da disputa
O cenário para a sucessão em São João da Barra parece estar esboçado. De um lado, o vereador Neco, com apoio da prefeita Carla Machado, e de outro o ex-prefeito Betinho Dauaire, principal nome de oposição. E ainda o vereador Alexandre Rosa, que busca consolidar seu nome como opção de terceira via. A pergunta que fica é: e Ranulfo Vidigal?
O blog foi atrás da resposta e ouviu do ex-prefeito que ele está fora do páreo. Não acha que tem densidade eleitoral para a disputa e está mais focado na vida acadêmica, mas quer influir no processo. Por enquanto não tem candidato e está observando o cenário. Candidatura mesmo só a do filho, o advogado Gustavo, para vereador.
Hoje presidente do Cidac, o economista Ranulfo Vidigal governou São João da Barra entre 1993 e 1996. A dois meses de concluir o mandato foi afastado pela Câmara de Vereadores. Quando houve o rompimento entre Garotinho e Carla Machado, tudo indicava que seria ele o candidato a prefeito do grupo do ex-governador. Mas aí veio a aliança com Betinho Dauaire e o cenário, para Ranulfo, ficou incerto outra vez.
O senhor quer ser novamente prefeito de São João da Barra?
Não, eu não sou candidato. Estou fora do poder há 15 anos. Uma pesquisa mostra que eu tenho hoje em São João da Barra dois mil seguidores fiéis. É uma condição que não me credencia a ser candidato. Eu não tenho densidade eleitoral para disputar a Prefeitura.
É o único motivo?
Não. Hoje tal projeto seria incompatível com minha vida pessoal e intelectual. Fiz mestrado pela UFRJ em políticas públicas e desenvolvimento econômico, abordando o caso do Açu e o impacto no Norte Fluminense, e me preparo para o doutorado. Mas meu filho, Gustavo, pensa em ser candidato a vereador. Ele recebeu um convite do PSDB, através de Robson Colla, coordenador na região, e deve se filiar no final do ano.
O PSDB é aliado da prefeita Carla Machado. Isso significa uma aliança?
É o PSDB porque foi o único partido que convidou.
Então o senhor está fora do processo?
Como candidato não vou participar. Não estou filiado e nenhum partido e meu título eleitoral hoje é em Campos. Mas com certeza vou querer influir, mas no devido tempo.
O quadro em São João da Barra está definido?
De jeito nenhum. Há muita coisa ainda para acontecer. Haverá uma rápida modificação populacional, o que gera mudança eleitoral. Não só São João da Barra, mas toda a região vive uma mudança avassaladora, que as pessoas não têm nem ideia do tamanho. O ISS de São João da Barra dobrou em quatro anos. Há mais renda circulando. O número de empregados com carteira assinada multiplicou. São duas siderúrgicas por vir, montadora, porto de apoio da Petrobras. Em uma década vai ser algo avassalador.
Vai ser bom ou ruim para o município?
Um desenvolvimento assim traz a renda e os problemas. A tranqüilidade sanjoanense que conhecemos vai acabar. Se não houver um poder público instrumentalizado para preparar esse impacto os problemas serão maiores.
Regionalmente, qual o caminho?
É preciso um choque de capacitação, de intra-estrutura logística para levar o progresso do Açu para toda a região.
Na sua opinião, a Prefeitura de São João da Barra hoje cumpre esse papel?
As prefeituras não estão cumprindo. O desenho que vejo hoje é muito mais para Caxias do que para Florianópolis. Hoje há que se fazer um desenho regional de desenvolvimento e a responsabilidade não é só de São João da Barra.
É uma crítica à prefeita Carla Machado?
O governo Carla está muito bem avaliado. É uma prefeita cuidadora, uma dona de casa cuidadora. Mas isso não basta para o próximo prefeito. Ele terá que ser um estrategista, um planejador.
E quem será o prefeito com esse perfil?
Só não será Ranulfo Vidigal. Torço para que surja alguém. As pesquisas indicam que 30% dos sanjoanenses hoje votam em quem Carla indicar. Por outro lado, há na oposição o Betinho Dauaire, um nome de peso, que tem uma história e um nome de peso de família. E no legislativo o Alexandre Rosa.
O que o senhor acha do vereador Neco, provável candidato da situação?
Eu conheço o Neco, gosto dele. É uma liderança que nasceu no nosso governo. Mas ele precisa crescer muito e entender a complexidade do processo por que passa São João da Barra.
Mas hoje está indeciso?
Eu não tenho candidato. Vou observar o quadro, que está em aberto e em meio a uma profunda modificação política e econômica.
Sua decisão de não disputar a eleição passaria também por alguma mágoa?
De jeito nenhum. Não existe mágoa. O próprio legislativo, que me tirou do poder injustamente, me deu de volta a cidadania sanjoanense, aprovando minhas contas em 2006.
Mas o candidato de Garotinho, grupo ao qual o senhor pertence, é Betinho Dauaire.
Com certeza o candidato de Garotinho e Clarissa será Betinho ou quem Betinho indicar. Garotinho não muda no meio do jogo. Hoje sem dúvidas os dois maiores eleitores de São João da Barra são Garotinho e Carla Machado. Na última eleição ele foi bem votado no município e ela também conseguiu boa votação para todos que apoiou.
21/01/2017 | 19h14
O cenário para a sucessão em São João da Barra parece estar esboçado. De um lado, o vereador Neco, com apoio da prefeita Carla Machado, e de outro o ex-prefeito Betinho Dauaire, principal nome de oposição. E ainda o vereador Alexandre Rosa, que busca consolidar seu nome como opção de terceira via. A pergunta que fica é: e Ranulfo Vidigal?
O blog foi atrás da resposta e ouviu do ex-prefeito que ele está fora do páreo. Não acha que tem densidade eleitoral para a disputa e está mais focado na vida acadêmica, mas quer influir no processo. Por enquanto não tem candidato e está observando o cenário. Candidatura mesmo só a do filho, o advogado Gustavo, para vereador.
Hoje presidente do Cidac, o economista Ranulfo Vidigal governou São João da Barra entre 1993 e 1996. A dois meses de concluir o mandato foi afastado pela Câmara de Vereadores. Quando houve o rompimento entre Garotinho e Carla Machado, tudo indicava que seria ele o candidato a prefeito do grupo do ex-governador. Mas aí veio a aliança com Betinho Dauaire e o cenário, para Ranulfo, ficou incerto outra vez.
O senhor quer ser novamente prefeito de São João da Barra?
Não, eu não sou candidato. Estou fora do poder há 15 anos. Uma pesquisa mostra que eu tenho hoje em São João da Barra dois mil seguidores fiéis. É uma condição que não me credencia a ser candidato. Eu não tenho densidade eleitoral para disputar a Prefeitura.
É o único motivo?
Não. Hoje tal projeto seria incompatível com minha vida pessoal e intelectual. Fiz mestrado pela UFRJ em políticas públicas e desenvolvimento econômico, abordando o caso do Açu e o impacto no Norte Fluminense, e me preparo para o doutorado. Mas meu filho, Gustavo, pensa em ser candidato a vereador. Ele recebeu um convite do PSDB, através de Robson Colla, coordenador na região, e deve se filiar no final do ano.
O PSDB é aliado da prefeita Carla Machado. Isso significa uma aliança?
É o PSDB porque foi o único partido que convidou.
Então o senhor está fora do processo?
Como candidato não vou participar. Não estou filiado e nenhum partido e meu título eleitoral hoje é em Campos. Mas com certeza vou querer influir, mas no devido tempo.
O quadro em São João da Barra está definido?
De jeito nenhum. Há muita coisa ainda para acontecer. Haverá uma rápida modificação populacional, o que gera mudança eleitoral. Não só São João da Barra, mas toda a região vive uma mudança avassaladora, que as pessoas não têm nem ideia do tamanho. O ISS de São João da Barra dobrou em quatro anos. Há mais renda circulando. O número de empregados com carteira assinada multiplicou. São duas siderúrgicas por vir, montadora, porto de apoio da Petrobras. Em uma década vai ser algo avassalador.
Vai ser bom ou ruim para o município?
Um desenvolvimento assim traz a renda e os problemas. A tranqüilidade sanjoanense que conhecemos vai acabar. Se não houver um poder público instrumentalizado para preparar esse impacto os problemas serão maiores.
Regionalmente, qual o caminho?
É preciso um choque de capacitação, de intra-estrutura logística para levar o progresso do Açu para toda a região.
Na sua opinião, a Prefeitura de São João da Barra hoje cumpre esse papel?
As prefeituras não estão cumprindo. O desenho que vejo hoje é muito mais para Caxias do que para Florianópolis. Hoje há que se fazer um desenho regional de desenvolvimento e a responsabilidade não é só de São João da Barra.
É uma crítica à prefeita Carla Machado?
O governo Carla está muito bem avaliado. É uma prefeita cuidadora, uma dona de casa cuidadora. Mas isso não basta para o próximo prefeito. Ele terá que ser um estrategista, um planejador.
E quem será o prefeito com esse perfil?
Só não será Ranulfo Vidigal. Torço para que surja alguém. As pesquisas indicam que 30% dos sanjoanenses hoje votam em quem Carla indicar. Por outro lado, há na oposição o Betinho Dauaire, um nome de peso, que tem uma história e um nome de peso de família. E no legislativo o Alexandre Rosa.
O que o senhor acha do vereador Neco, provável candidato da situação?
Eu conheço o Neco, gosto dele. É uma liderança que nasceu no nosso governo. Mas ele precisa crescer muito e entender a complexidade do processo por que passa São João da Barra.
Mas hoje está indeciso?
Eu não tenho candidato. Vou observar o quadro, que está em aberto e em meio a uma profunda modificação política e econômica.
Sua decisão de não disputar a eleição passaria também por alguma mágoa?
De jeito nenhum. Não existe mágoa. O próprio legislativo, que me tirou do poder injustamente, me deu de volta a cidadania sanjoanense, aprovando minhas contas em 2006.
Mas o candidato de Garotinho, grupo ao qual o senhor pertence, é Betinho Dauaire.
Com certeza o candidato de Garotinho e Clarissa será Betinho ou quem Betinho indicar. Garotinho não muda no meio do jogo. Hoje sem dúvidas os dois maiores eleitores de São João da Barra são Garotinho e Carla Machado. Na última eleição ele foi bem votado no município e ela também conseguiu boa votação para todos que apoiou.
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
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