O cenário para a sucessão em São João da Barra parece estar esboçado. De um lado, o vereador Neco, com apoio da prefeita Carla Machado, e de outro o ex-prefeito Betinho Dauaire, principal nome de oposição. E ainda o vereador Alexandre Rosa, que busca consolidar seu nome como opção de terceira via. A pergunta que fica é: e Ranulfo Vidigal?
O blog foi atrás da resposta e ouviu do ex-prefeito que ele está fora do páreo. Não acha que tem densidade eleitoral para a disputa e está mais focado na vida acadêmica, mas quer influir no processo. Por enquanto não tem candidato e está observando o cenário. Candidatura mesmo só a do filho, o advogado Gustavo, para vereador.
Hoje presidente do Cidac, o economista Ranulfo Vidigal governou São João da Barra entre 1993 e 1996. A dois meses de concluir o mandato foi afastado pela Câmara de Vereadores. Quando houve o rompimento entre Garotinho e Carla Machado, tudo indicava que seria ele o candidato a prefeito do grupo do ex-governador. Mas aí veio a aliança com Betinho Dauaire e o cenário, para Ranulfo, ficou incerto outra vez.
O senhor quer ser novamente prefeito de São João da Barra?
Não, eu não sou candidato. Estou fora do poder há 15 anos. Uma pesquisa mostra que eu tenho hoje em São João da Barra dois mil seguidores fiéis. É uma condição que não me credencia a ser candidato. Eu não tenho densidade eleitoral para disputar a Prefeitura.
É o único motivo?
Não. Hoje tal projeto seria incompatível com minha vida pessoal e intelectual. Fiz mestrado pela UFRJ em políticas públicas e desenvolvimento econômico, abordando o caso do Açu e o impacto no Norte Fluminense, e me preparo para o doutorado. Mas meu filho, Gustavo, pensa em ser candidato a vereador. Ele recebeu um convite do PSDB, através de Robson Colla, coordenador na região, e deve se filiar no final do ano.
O PSDB é aliado da prefeita Carla Machado. Isso significa uma aliança?
É o PSDB porque foi o único partido que convidou.
Então o senhor está fora do processo?
Como candidato não vou participar. Não estou filiado e nenhum partido e meu título eleitoral hoje é em Campos. Mas com certeza vou querer influir, mas no devido tempo.
O quadro em São João da Barra está definido?
De jeito nenhum. Há muita coisa ainda para acontecer. Haverá uma rápida modificação populacional, o que gera mudança eleitoral. Não só São João da Barra, mas toda a região vive uma mudança avassaladora, que as pessoas não têm nem ideia do tamanho. O ISS de São João da Barra dobrou em quatro anos. Há mais renda circulando. O número de empregados com carteira assinada multiplicou. São duas siderúrgicas por vir, montadora, porto de apoio da Petrobras. Em uma década vai ser algo avassalador.
Vai ser bom ou ruim para o município?
Um desenvolvimento assim traz a renda e os problemas. A tranqüilidade sanjoanense que conhecemos vai acabar. Se não houver um poder público instrumentalizado para preparar esse impacto os problemas serão maiores.
Regionalmente, qual o caminho?
É preciso um choque de capacitação, de intra-estrutura logística para levar o progresso do Açu para toda a região.
Na sua opinião, a Prefeitura de São João da Barra hoje cumpre esse papel?
As prefeituras não estão cumprindo. O desenho que vejo hoje é muito mais para Caxias do que para Florianópolis. Hoje há que se fazer um desenho regional de desenvolvimento e a responsabilidade não é só de São João da Barra.
É uma crítica à prefeita Carla Machado?
O governo Carla está muito bem avaliado. É uma prefeita cuidadora, uma dona de casa cuidadora. Mas isso não basta para o próximo prefeito. Ele terá que ser um estrategista, um planejador.
E quem será o prefeito com esse perfil?
Só não será Ranulfo Vidigal. Torço para que surja alguém. As pesquisas indicam que 30% dos sanjoanenses hoje votam em quem Carla indicar. Por outro lado, há na oposição o Betinho Dauaire, um nome de peso, que tem uma história e um nome de peso de família. E no legislativo o Alexandre Rosa.
O que o senhor acha do vereador Neco, provável candidato da situação?
Eu conheço o Neco, gosto dele. É uma liderança que nasceu no nosso governo. Mas ele precisa crescer muito e entender a complexidade do processo por que passa São João da Barra.
Mas hoje está indeciso?
Eu não tenho candidato. Vou observar o quadro, que está em aberto e em meio a uma profunda modificação política e econômica.
Sua decisão de não disputar a eleição passaria também por alguma mágoa?
De jeito nenhum. Não existe mágoa. O próprio legislativo, que me tirou do poder injustamente, me deu de volta a cidadania sanjoanense, aprovando minhas contas em 2006.
Mas o candidato de Garotinho, grupo ao qual o senhor pertence, é Betinho Dauaire.
Com certeza o candidato de Garotinho e Clarissa será Betinho ou quem Betinho indicar. Garotinho não muda no meio do jogo. Hoje sem dúvidas os dois maiores eleitores de São João da Barra são Garotinho e Carla Machado. Na última eleição ele foi bem votado no município e ela também conseguiu boa votação para todos que apoiou.
O cenário para a sucessão em São João da Barra parece estar esboçado. De um lado, o vereador Neco, com apoio da prefeita Carla Machado, e de outro o ex-prefeito Betinho Dauaire, principal nome de oposição. E ainda o vereador Alexandre Rosa, que busca consolidar seu nome como opção de terceira via. A pergunta que fica é: e Ranulfo Vidigal?
O blog foi atrás da resposta e ouviu do ex-prefeito que ele está fora do páreo. Não acha que tem densidade eleitoral para a disputa e está mais focado na vida acadêmica, mas quer influir no processo. Por enquanto não tem candidato e está observando o cenário. Candidatura mesmo só a do filho, o advogado Gustavo, para vereador.
Hoje presidente do Cidac, o economista Ranulfo Vidigal governou São João da Barra entre 1993 e 1996. A dois meses de concluir o mandato foi afastado pela Câmara de Vereadores. Quando houve o rompimento entre Garotinho e Carla Machado, tudo indicava que seria ele o candidato a prefeito do grupo do ex-governador. Mas aí veio a aliança com Betinho Dauaire e o cenário, para Ranulfo, ficou incerto outra vez.
O senhor quer ser novamente prefeito de São João da Barra?
Não, eu não sou candidato. Estou fora do poder há 15 anos. Uma pesquisa mostra que eu tenho hoje em São João da Barra dois mil seguidores fiéis. É uma condição que não me credencia a ser candidato. Eu não tenho densidade eleitoral para disputar a Prefeitura.
É o único motivo?
Não. Hoje tal projeto seria incompatível com minha vida pessoal e intelectual. Fiz mestrado pela UFRJ em políticas públicas e desenvolvimento econômico, abordando o caso do Açu e o impacto no Norte Fluminense, e me preparo para o doutorado. Mas meu filho, Gustavo, pensa em ser candidato a vereador. Ele recebeu um convite do PSDB, através de Robson Colla, coordenador na região, e deve se filiar no final do ano.
O PSDB é aliado da prefeita Carla Machado. Isso significa uma aliança?
É o PSDB porque foi o único partido que convidou.
Então o senhor está fora do processo?
Como candidato não vou participar. Não estou filiado e nenhum partido e meu título eleitoral hoje é em Campos. Mas com certeza vou querer influir, mas no devido tempo.
O quadro em São João da Barra está definido?
De jeito nenhum. Há muita coisa ainda para acontecer. Haverá uma rápida modificação populacional, o que gera mudança eleitoral. Não só São João da Barra, mas toda a região vive uma mudança avassaladora, que as pessoas não têm nem ideia do tamanho. O ISS de São João da Barra dobrou em quatro anos. Há mais renda circulando. O número de empregados com carteira assinada multiplicou. São duas siderúrgicas por vir, montadora, porto de apoio da Petrobras. Em uma década vai ser algo avassalador.
Vai ser bom ou ruim para o município?
Um desenvolvimento assim traz a renda e os problemas. A tranqüilidade sanjoanense que conhecemos vai acabar. Se não houver um poder público instrumentalizado para preparar esse impacto os problemas serão maiores.
Regionalmente, qual o caminho?
É preciso um choque de capacitação, de intra-estrutura logística para levar o progresso do Açu para toda a região.
Na sua opinião, a Prefeitura de São João da Barra hoje cumpre esse papel?
As prefeituras não estão cumprindo. O desenho que vejo hoje é muito mais para Caxias do que para Florianópolis. Hoje há que se fazer um desenho regional de desenvolvimento e a responsabilidade não é só de São João da Barra.
É uma crítica à prefeita Carla Machado?
O governo Carla está muito bem avaliado. É uma prefeita cuidadora, uma dona de casa cuidadora. Mas isso não basta para o próximo prefeito. Ele terá que ser um estrategista, um planejador.
E quem será o prefeito com esse perfil?
Só não será Ranulfo Vidigal. Torço para que surja alguém. As pesquisas indicam que 30% dos sanjoanenses hoje votam em quem Carla indicar. Por outro lado, há na oposição o Betinho Dauaire, um nome de peso, que tem uma história e um nome de peso de família. E no legislativo o Alexandre Rosa.
O que o senhor acha do vereador Neco, provável candidato da situação?
Eu conheço o Neco, gosto dele. É uma liderança que nasceu no nosso governo. Mas ele precisa crescer muito e entender a complexidade do processo por que passa São João da Barra.
Mas hoje está indeciso?
Eu não tenho candidato. Vou observar o quadro, que está em aberto e em meio a uma profunda modificação política e econômica.
Sua decisão de não disputar a eleição passaria também por alguma mágoa?
De jeito nenhum. Não existe mágoa. O próprio legislativo, que me tirou do poder injustamente, me deu de volta a cidadania sanjoanense, aprovando minhas contas em 2006.
Mas o candidato de Garotinho, grupo ao qual o senhor pertence, é Betinho Dauaire.
Com certeza o candidato de Garotinho e Clarissa será Betinho ou quem Betinho indicar. Garotinho não muda no meio do jogo. Hoje sem dúvidas os dois maiores eleitores de São João da Barra são Garotinho e Carla Machado. Na última eleição ele foi bem votado no município e ela também conseguiu boa votação para todos que apoiou.


