Vejam se é justo isso: você trabalha o dia todo, enfrenta um calor dos diabos e no final do expediente, missão cumprida, tudo o que quer é um trajeto tranqüilo de volta para casa. A viagem dura uma hora, às vezes mais. Só que o motorista do busão resolve achar que você está super a fim de “curtir” os mais recentes sucessos do Raça Negra.
Na boa, quem não suporta pagode, como eu, sabe do que estou falando. A coisa é quase tortura.
Eu sei que deve estar se tornando entediante essa história de insistir com as críticas ao ônibus-boate da Campostur. Mas é que a empresa teima em não fazer cumprir a lei. E aos pagodeiros vou logo avisando: não tenho nada contra quem gosta dos sorrisos marotos e companhia. Mas eu não sou obrigada a escutar.
Provavelmente se o motorista for de Led Zeppelin um monte de gente vai chiar. É exatamente por isso que a lei proíbe o som no transporte coletivo. Eu não imponho a você meu gosto musical e vice-versa. Além do mais, para que servem os fones de ouvido?
A situação já está cansando tanto que dá vontade de ir além dos desabafos aqui pelo blog. Talvez a solução seja apelar ao Detro, às ONGs que lutam contra a poluição sonora, à Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, ao Papa, ao Edir Macedo, à ONU.
Brincadeiras à parte, mais uma vez vai o apelo: alô Campostur, meu ouvido não é penico!
Quer ler a saga desde o começo?
Viagem barulhenta
Viagem barulhenta 2
Viagem barulhenta 3
Viagem barulhenta 4