Tem gente que exagera
21/01/2017 | 19h16
Um pastor de uma cidadezinha no norte do Mato Grosso do Sul está liderando uma cruzada jurídica para retirar a inscrição “Ave Maria” da bandeira do município, que tem 70 anos de existência. Adilson Machado de Souza, coordenador da Igreja Evangélica de Sidrolândia, alega que hastear a bandeira nos templos religiosos gera constrangimento, por se tratar de uma alusão à crença católica. Ele andou colhendo assinaturas e promete levar o caso ao Supremo. Volta e meia surge uma chatice desse tipo. Não sou nem um pouco fã da igreja católica, aliás, de nenhuma igreja, mas reconheço que tem muita gente confundindo laicidade do Estado com intolerância. Concordo que a condição de Estado laico não é muito respeitada neste país. Acho que inscrições religiosas devem ser retiradas das paredes de repartições públicas e que o dinheiro público não deve bancar festas religiosas. Mas uma coisa são as questões do cotidiano, que não envolvem mais do que mudança de hábitos; outra coisa é querer passar por cima da história. Ora, quando a bandeira da cidade foi criada o Brasil já era um país laico, mas ainda quase totalmente católico. Tal contexto foi refletido em símbolos, fundações de cidades, arquitetura e tudo o mais. Hoje o Brasil vive um novo momento. Cresce bastante o número de evangélicos — fenômeno que ocorre em toda a América Latina —, cai o preconceito com as religiões africanas e os ateus estão saindo do armário. Toda essa pluralidade é um prato cheio para polêmicas. Mas é preciso considerar e respeitar as bases políticas e religiosas que construíram a história do país. Isso vai além das nossas crenças ou não-crenças. É como um livro que não pode ser reescrito. Vamos então demolir o Cristo Redentor? E os feriados católicos, como ficam? Já pensou ter que mudar o nome de um monte de cidades, inclusive da minha São João da Barra? Menos, pastor. Muito menos.
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Ninguém merece
21/01/2017 | 19h16
É, acho que vou ter que rever meus conceitos e passar a acreditar em urucubaca de urubu. O que que tinha naquele gol que não entrava nada? Mas deixa quieto que ainda não foi o fim. Força, Boavista!
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Vai um abadá aí?
21/01/2017 | 19h16
Sob protestos dos saudosistas, que preferiam os bailes de salão, e para deleite da garotada, que se amarra mesmo em correr atrás do trio elétrico, a baianização do carnaval por estas bandas é daquelas tendências que chegaram para ficar. Em São João da Barra, que possui o melhor carnaval de rua de toda a região, nada menos que 17 blocos de abadás vão cruzar a passarela do samba este ano. Outros 13 fazem a alegria da galera nas praias (Atafona, Grussaí e Açu). A expectativa é que quase 30 mil abadás, quase todos confeccionados na Bahia, sejam vendidos em 2011. O preço médio é de R$ 25. Uma indústria e tanto, considerando que todos os blocos contam com vários patrocinadores. A febre não é de agora. Começou há 26 anos, com a Jiripoca, e de lá pra cá não parou mais. No flagrante abaixo, do fotógrafo gente boa Paulo Sérgio Pinheiro, a galera do Vasco fazendo bonito no desfile de 2010.
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Rio 40 graus
21/01/2017 | 19h16
O calor é tanto que anda mexendo nas convenções mais tradicionais. A OAB liberou os advogados do uso do terno em todo o território fluminense até 21 de março, quando termina o verão. Até lá, quem tiver que despachar com o juiz pode ir de camisa social. A decisão tem aval do Conselho Nacional de Justiça. Leia a notícia completa aqui.
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Colaborar é preciso
21/01/2017 | 19h16
Partindo do princípio que cidadão de verdade deve ser corresponsável e considerando os parcos recursos arrecadados pela Prefeitura de Campos, que não chegam nem a R$ 2 bilhões, o blog decidiu propor uma campanha com o objetivo de contribuir para a organização do bagunçado trânsito da cidade. A ideia é comprarmos alguns galões de tinta branca para pintar as faixas de pedestres do centro. Muitas delas praticamente desapareceram de tão apagadas e isso vem tornando ainda mais confusa a relação entre motoristas e pedestres. Tudo bem, tem pedestre que é sem noção. Mas tem cada motorista... Sinceramente, é muito sujeito abusado. E se ele não costuma respeitar a faixa quando ela está lá, branquinha, imagine se deixarmos assim, quase invisível. Como a Prefeitura deve manter um quadro enxutíssimo de pessoal e certamente não há um único servidor ocioso, sugiro que também busquemos pintores voluntários para a empreitada. O importante é ajudar nossa pobre Prefeitura a dar conta de tanta coisa com tão pouco de receita. Então, pessoal, quem topa?
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Nada de folga
21/01/2017 | 19h16
Não tem ninguém brincando em serviço não. Para o eleitor que acompanha tudo à distância ainda faltam 20 meses para a sucessão municipal, mas para quem vive da política é como se fosse amanhã. O PR, por exemplo, nem quer saber se ainda tem carnaval pela frente e já está a mil por hora. O diretório regional mobiliza parlamentares de todas as esferas, prefeitos, dirigentes de diretórios municipais, movimentos e toda a militância para encontrão na tarde da próxima segunda-feira. Vai ser, mais uma vez, no amplo auditório do Hotel Rio´s Presidente, no Centro do Rio. Na pauta, organização partidária nos municípios e campanha de filiação.
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Eleitorado: vem revisão por aí
21/01/2017 | 19h16
Quem não votou nos três últimos pleitos e não justificou a ausência tem até o dia 14 de abril para regularizar a situação, sob pena de ter o título eleitoral cancelado. Em todo o país há 1,4 milhão de eleitores nessa situação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está de olho e pode haver recadastramento. A lei determina revisão em três situações: se o total de transferências ocorridas no mesmo ano for 10% superior ao do ano anterior; se o eleitorado for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos, somada à idade superior a 70 anos e se o eleitorado for superior a 65% da população.
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Valeu, Vascão!
21/01/2017 | 19h16
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Exemplo bacana
21/01/2017 | 19h16
O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF) estreou na Câmara dando um exemplo raro de zelo com o dinheiro público: abriu mão de cotas de gabinete, assessorias, verbas indenizatórias, auxílios disso e daquilo e outras benesses. A economia para os cofres públicos vai ser de mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Leia a notícia completa no blog da Maria Helena.
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Mudando de assunto...
21/01/2017 | 19h16
Fim de semana na área e é hora de esquecer um pouco os burburinhos políticos, denuncismos, achismos e outras rimas. Como boa música cura tudo, a eleita da semana é Karen Briggs. Esta americana arretada, considerada uma das maiores violinistas do mundo, integrou durante muitos anos a banda do talentoso compositor e tecladista grego Yanni. O vídeo, que achei no youtube em HD, é um trecho do clássico The Rain Must Fall. Um pequeno aperitivo do show realizado no Partenon, na Acrópole de Atenas, há 17 anos, com participação da londrina Royal Philharmonic Concert Orchestra. Eu tenho o dvd, intitulado Yanni live at the Acropolis, e já vi umas trocentas vezes. Fantástico do começo ao fim. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZiEfdC0Ck6Y&feature=iv&annotation_id=annotation_39959[/youtube]
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Sobre o autor

Júlia Maria de Assis

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