Cadê a condução?
21/01/2017 | 19h25
Não chegou a São João da Barra nenhum dos 12 ônibus prometidos pela organização da manifestação em defesa dos royalties, liderada pelo governador Sérgio Cabral, que acontece daqui a pouco no Rio. A prefeita Carla Machado, que também iria de ônibus, levou a turma para almoçar em um restaurante da cidade. Em Campos os ônibus apareceram, mas em número bem menor do que o prometido. A notícia está no Portal OZK. Atualização às 15h12: Depois de muita espera, sete ônibus apareceram e seguiram para o Rio, com cerca de 400 sanjoanenses no total. A previsão é que cheguem às 18h na capital. A manifestação está marcada para a partir das 15h.
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Betinho comemora pesquisa
21/01/2017 | 19h25
Os números apresentados na pesquisa encomendada pela prefeita Carla Machado ao GPP, divulgados no blog do Esdras, significam, para o ex-prefeito Betinho Dauaire, um indicativo importante de que a oposição caminha para a vitória em 2012. — A máquina do governo é uma máquina gigante, cara, e aparecer à frente e tecnicamente empatado nos diferentes cenários da pesquisa significa muita coisa neste momento em que o quadro vai se desenhando e mostra um expressivo potencial de vitória da oposição — disse Betinho. Na pesquisa, quando aparecem os nomes de Betinho, Neco, Alexandre Rosa, Aluízio Siqueira e Gersinho, quem lidera é o ex-prefeito, com 27,8%, seguido de Neco, com 21%. Nos cenários plebiscitários, Neco tem 40,4% e Betinho 38,6% (diferença de 1,8%, portanto empate técnico), Betinho vai a 43,3% confrontado com Aluízio, com 32,4% e tem 41,6% na disputa com Alexandre, que aparece com 34,1%. A pesquisa, realizada nos dias 29 e 30 de outubro, serviu para definir a chapa Neco/Alexandre, já anunciada, e coloca mais molho no clima pré-eleitoral do município, que deverá viver uma das mais disputadas eleições dos últimos tempos. Vale observar que quando a disputa é com Neco, Betinho salta de 27.8% para 38.6%. Neco, por sua vez, perde intenções de voto quando é feita a soma de todos os candidatos. Os percentuais de indecisos e nulos também merecem atenção em uma análise do que apontam os números. No cenário em que aparecem todos os candidatos, inclusive, a soma dos dois percentuais ultrapassa as intenções de voto para Neco.
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Cine Teatro: que tal descentralizar a gestão?
21/01/2017 | 19h25
Estive ontem à noite no Cine Teatro São João para conferir o espetáculo de dança “3 pontos...”, da premiada companhia carioca Focus, que já encantou plateias na França e Alemanha. Simplesmente extraordinário. Um presente e tanto para São João da Barra. E de grátis. O município entrou no Circuito Estadual das Artes e quem banca tudo é o governo estadual. A Prefeitura só cede o espaço, som e luz e às vezes entra com mais algum apoio. E a entrada é franca. Pena que havia pouco mais de 30 pessoas na plateia, sem contar uma galerinha que fica de burburinho ou então checando o facebook no celular. Não é por nada não, mas não dá para fazer isso em casa ou no banquinho da praça? Não curte, não entende, não alcança, então não atrapalha. Bom, mas essa história da educação do público rende outro capítulo, que deve incluir o recente episódio também no Cine Teatro, também pelo Circuito Estadual, em que o ator interrompeu o monólogo para pedir que a plateia se comportasse. Uma vergonha. Por ora, o que me leva a abordar o assunto é o Cine Teatro em si, que ficou fechado quatro meses para reforma, mas ainda está longe de ser a casa de espetáculos dos sonhos dos amantes de arte na cidade. Aí já é possível prever o discurso rouco dos fanáticos partidários defensores cegos do governo para dizer que pelo menos agora tem teatro, que antes não tinha e blá blá blá. Primeiro, que essa história de pode ter de qualquer jeito desde que tenha é um argumento que beira o ridículo, segundo, que as coisas acontecem no tempo em que têm que acontecer. Quem acompanha o blog sabe que ele nunca foi usado como trincheira de ataques gratuitos ao governo, muito menos como instrumento para exaltar o governo anterior ao de Carla Machado, no qual trabalhei, apesar de todos que me conhecem saberem do meu posicionamento alinhado com a oposição. Mas é preciso lembrar os fatos como realmente aconteceram. Eu estava lá e presenciei quando o então prefeito Betinho Dauaire, reunido com o grupo de teatro Nós na Rua, perguntou sobre construir ou reformar um espaço e ouviu como resposta que ainda não era o momento, que era hora de fortalecer o projeto de levar teatro à rua e então foi decidido pela verba de subvenção ao grupo. Esse esclarecimento — desculpem, porque normalmente não faço isso — é só para eu não ter que ficar perdendo tempo com a moderação de comentários tolos. Mas vamos ao Cine Teatro. A ideia do espaço foi um ponto e tanto do governo. O prédio é lindo e tem toda uma simbologia que contribui para valorizar e resgatar nossa cultura. Mas a gente quer mais, né? E a gente tem dinheiro e pode. Então, o que justifica manter um prédio que nem é tão grande fechado por 120 dias para reabrir faltando um tanto de coisas? O telhado foi recuperado e as goteiras não vão mais estragar a festa, a fiação também foi cuidada e é provável que não se repita o incidente das faíscas com casa cheia e, claro, está tudo pintadinho. Mas o carpete está um horror, as portas das saídas de emergência continuam inapropriadas e, mesmo não sendo especialista em produção artística, e eu não sou, dá para perceber que a iluminação não está legal, que falta a campainha, uma porta separando o foyer do teatro, o lanterninha, um monte de coisinhas. Aliás, não sei se foi impressão minha, mas tive a sensação de ver pouca gente na retaguarda. O prédio estava um brinco ontem, os banheiros limpíssimos — sinal de que quem trabalha ali trabalha mesmo —, galera da recepção alinhada e muito cordial, mas era a turma do faz-tudo. Posso estar dizendo bobagem, mas acho que é preciso mais gente. Moral da história: os desafios são tornar a casa viva fomentando a cultura, formando plateias, ensinando arte, ensinando especialmente a apreciar a arte e fazer do Cine Teatro um espaço realmente adequado, que faça jus à riqueza cultural de São João da Barra. Então, se o governo deixa por fazer e tem mais com o que se preocupar, como a educação e a saúde do município que vão mal das pernas, por exemplo, por que não transferir a responsabilidade? Por que não deixar que o Nós na Rua, único grupo de teatro formalizado no município, passe a gerenciar o Cine Teatro? Vai dar mais atenção, atrair com certeza mais espetáculos, mais público e organizar melhor o espaço. Que tal?
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STF: Dirigir bêbado é crime, mesmo sem risco a terceiros
21/01/2017 | 19h25
Dirigir com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas é crime, sujeito à detenção, mesmo que o motorista não provoque risco a outras pessoas. O entendimento está em decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que reafirmou, em setembro deste ano, a validade da lei que tornou crime, em 2008, dirigir alcoolizado. Leia a notícia completa aqui.
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De novo?
21/01/2017 | 19h25
O pregador evangélico Harold Camping, que não é brasileiro, mas não desiste nunca, está atraindo mais uma vez os holofotes para anunciar o fim do mundo. Pelas contas dele — que já andaram falhando, diga-se de passagem — o dia do tchau vai ser nesta sexta-feira, dia 21. A previsão anterior era para 21 de maio deste ano. Um monte de gente acreditou, esperou e nada. O mico não o fez desistir. O cara está com 80 anos, se recupera de um AVC e já admitiu ser péssimo de matemática. Mas desta vez jura que interpretou direitinho a bíblia, refez os cálculos e a parada do fim de tudo rola mesmo depois de amanhã. Tem cabimento isso? Leia a notícia completa aqui.
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Circuito junino: São João da Barra campeã de convênios irregulares
21/01/2017 | 19h25
A notícia, nada bonita para os sanjoanenses, está no blog de Bruno Dauaire: O Congresso em Foco fez um levantamento dos convênios firmados pelo ministério do Turismo que estão em situação irregular. Os que mais chamam a atenção são os que bancam as festas juninas. Dos quase 500 convênios com problemas, 82 foram destinados aos eventos de São João. E a Prefeitura campeã nacional da “festa com o dinheiro público” é São João da Barra, que em junho de 2008 firmou convênio de R$ 513 mil para o circuito junino e não apresentou todos os documentos para comprovar os gastos. Leia a reportagem na íntegra aqui.
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Thiago Miranda no ministério da Integração Nacional
21/01/2017 | 19h25
O carioca Thiago Miranda, “forasteiro” mais apaixonado por São João da Barra que já conheci, será empossado nesta segunda-feira, em Brasília, no cargo de Representante do Ministério da Integração Nacional no Estado do Rio de Janeiro. Sua função é atuar nos municípios fluminenses em assuntos relacionados ao desenvolvimento regional e à defesa civil. Graduado em Gestão Pública, com pós-graduação na mesma área, Thiago morou em São João da Barra entre 2004 e 2007, ano em que retornou ao Rio para cursar pós. Mas em 2008 estava de volta para integrar a militância jovem da campanha de Betinho Dauaire. Antes tinha sido assessor do vereador Alexandre Rosa e, nas últimas eleições, coordenou a campanha do deputado federal Glauber Braga (PSB) no município de Pinheiral, região sul fluminense. Thiago também foi articulista do jornal S. João da Barra e apresentou um programa na rádio Barra FM. No Rio, coordenou curso preparatório para vestibulares e foi assessor da IV Região Administrativa da Prefeitura. A posse acontece nesta segunda, mas a nomeação de Thiago Miranda foi publicada no Diário Oficial da União em 28 de setembro. Ele aproveita a estada em Brasília para participar de reuniões terça-feira na Câmara Federal e no Senado.
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Propaganda e poluição sonora em SJB
21/01/2017 | 19h25
Já repararam uma coisa? Toda vez que estamos em casa, entretidos com alguma atividade, e passa um carro de som com o volume estupidamente alto, divulgando um produto, um evento ou seja lá o que for, não damos a mínima para a mensagem. A única coisa que o gênio da publicidade consegue nos transmitir é irritação. Acaba funcionando como uma espécie de contrapropaganda. Para mim, que tenho tolerância zero a poluição sonora, o resultado acaba sendo de rejeição à marca que tentam vender na divulgação ambulante. Em Campos carros de propaganda não podem circular no centro da cidade. Só nos bairros a publicidade volante é permitida. Em São João da Barra tal proibição seria ilógica porque as características são diferentes. Portanto, não é o caso de defender o fim deste tipo de veiculação. Propaganda em carro de som dá retorno. Mas, como em tudo na vida, é preciso usar o bom senso para não transformar um investimento válido em perda de dinheiro e de credibilidade. O problema com carros de som em São João da Barra é sério. A começar pelos babacas pitboys com síndrome de trio elétrico que saem por aí ouvindo suas “músicas”, achando que têm o direito de compartilhar com todo mundo. Para essas criaturas, só a polícia. Quanto aos carros de propaganda, que têm um serviço a prestar, falta disposição das autoridades. Enquanto isso não acontece, já seria muito bom se quem contrata tal tipo de serviço orientasse os contratados a cumprir o papel de divulgar em vez de aborrecer as pessoas. A Prefeitura tem sua responsabilidade no zelo pela ordem urbana, mas não demonstra muita disposição para isso. Não consegue sequer comprar um simples decibelímetro, aparelho que mede o nível de pressão sonora. A secretaria de Comunicação Social informou ao blog que faz a sua parte orientando os serviços de som contratados para divulgar ações e eventos do poder público a não abusar do volume e a desligar o som ao passar pelo hospital e pelas escolas e quando o veículo estiver parado. Já é alguma coisa. Carro de som passando, com volume razoável, em horário razoável, a gente até tolera e absorve a mensagem. Mas a criatura que para o carro e deixa aquela gritaria toda ali, torrando a paciência dos nossos ouvidos, é no mínimo sem noção. Isso para não dizer coisa pior. Eu, por exemplo, reajo à irritação com boicote mesmo. Tem uma determinada revendedora de gás que não vai ver um tostão do meu dinheiro. Tudo porque quem divulga a revenda na rua passa pela minha casa em pleno sábado, às 7h30 da manhã, com uma musiquinha estridente dizendo que “São João da Barra é bom demais”. Também acho. Não fosse o abuso dos carros de som seria melhor ainda.
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Picciani libera Gersinho
21/01/2017 | 19h25
O vereador Gerson Crispim, presidente da Câmara de São João da Barra, não está mais filiado ao PMDB. Neste momento ele está no cartório eleitoral, apresentando o documento do presidente regional do partido, Jorge Picciani, que o libera para seguir novo caminho partidário. No documento, Picciani diz que "a direção partidária reconhece como justos os motivos para a desfiliação de Vossa Excelência, sem prejuízo do exercício do mandato outorgado em sua plenitude". Entre os motivos apresentados por Gersinho, levados a Picciani pessoalmente no dia 23 de setembro, está o fato de ter sido "perseguido e discriminado" por membros do partido e vereadores da bancada (Jonas e Caputi). No pedido de desfiliação, Gersinho relata, inclusive, que o próprio PMDB tentou destituí-lo da presidência da Câmara. A liberação por parte de Picciani encerra o período de desconforto para o vereador, que integra a bancada de oposição ao governo, mas continuava filiado ao mesmo partido da prefeita Carla Machado. Para ser candidato nas eleições do ano que vem, ele precisa decidir até a próxima quinta-feira seu destino partidário. Até agora há convites do PR, PRB, PSDB, PMN, DEM, PT do B e PC do B.
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Não é melhor deixar como está?
21/01/2017 | 19h25
O blog anda mais abandonado que os cachorros de rua de São João da Barra — porque a pobre Prefeitura, de orçamento tão ralinho, ainda não teve condições de construir um abrigo para eles, mesmo sabendo que existe uma associação disposta a contribuir com seu trabalho voluntário. Mas vamos nós que o que não faltou na semana foram fortes emoções. Em São João da Barra nem tanto. A expectativa agora é para a primeira exposição agropecuária (infelizmente, com o reiterado protesto do blog, trazendo rodeio na programação). Na política, o vereador Alexandre Rosa (PPS), que agora é secretário de Turismo, lançou sua pré-candidatura à sucessão municipal; o vereador Neco (PMDB), secretário de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, agora é morador da sede do município, com direito a festão para inaugurar o novo cafofo; o vereador Aluizio Siqueira (PTB), líder do governo, que diferente dos outros, não fez ainda a alegria do suplente, continua firme na disposição de brigar pela vaga. Ou seja, nada decidido no ninho governista. A oposição continua com dois nomes: o ex-prefeito Betinho Dauaire, recém filiado ao PR, e o vereador Gerson Crispim (ainda no PMDB), presidente da Câmara. Os dois são pré-candidatos, mas é provável que no final se unam em uma única chapa. Já em Campos a semana foi uma confusão só: Rosinha caiu, resistiu, Nahim assumiu, Rosinha voltou e o cenário continua incerto. No auge de toda a tensão, nota zero para os blogueiros incitadores da violência. Foram poucos, mas por sorte não causaram um estrago. Nota zero também para os fanáticos religiosos, que esqueceram que a Prefeitura é um prédio público do nosso Estado laico e transformaram o pátio em palco de culto. Teve vereador dizendo que quem assinou a liminar retornando Rosinha ao cargo foi Jesus Cristo. Menos, vereador. Muito menos. Mas o pior rescaldo mesmo foi na relação dos irmãos Garotinho e Nélson Nahim, que agora degringolou de vez. Sinceramente, na modesta opinião da sanjoanense-campista que assina este blog, tomara que a prefeita seja mantida no cargo. Tudo bem que se cometeu crime eleitoral tem que haver punição e, neste caso, pouco importa se o governo vai bem ou não, mas já passou tempo demais e a nova eleição está na porta. Campos não aguenta mais o troca-troca de prefeitos e agora é melhor deixar a população decidir nas urnas ano que vem. E na próxima campanha, que a justiça eleitoral seja eficiente na fiscalização e ágil na punição, para não deixar passar tanto tempo e criar tanto transtorno.
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Sobre o autor

Júlia Maria de Assis

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