Não é melhor deixar como está?
O blog anda mais abandonado que os cachorros de rua de São João da Barra — porque a pobre Prefeitura, de orçamento tão ralinho, ainda não teve condições de construir um abrigo para eles, mesmo sabendo que existe uma associação disposta a contribuir com seu trabalho voluntário.
Mas vamos nós que o que não faltou na semana foram fortes emoções. Em São João da Barra nem tanto. A expectativa agora é para a primeira exposição agropecuária (infelizmente, com o reiterado protesto do blog, trazendo rodeio na programação).
Na política, o vereador Alexandre Rosa (PPS), que agora é secretário de Turismo, lançou sua pré-candidatura à sucessão municipal; o vereador Neco (PMDB), secretário de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, agora é morador da sede do município, com direito a festão para inaugurar o novo cafofo; o vereador Aluizio Siqueira (PTB), líder do governo, que diferente dos outros, não fez ainda a alegria do suplente, continua firme na disposição de brigar pela vaga. Ou seja, nada decidido no ninho governista.
A oposição continua com dois nomes: o ex-prefeito Betinho Dauaire, recém filiado ao PR, e o vereador Gerson Crispim (ainda no PMDB), presidente da Câmara. Os dois são pré-candidatos, mas é provável que no final se unam em uma única chapa.
Já em Campos a semana foi uma confusão só: Rosinha caiu, resistiu, Nahim assumiu, Rosinha voltou e o cenário continua incerto. No auge de toda a tensão, nota zero para os blogueiros incitadores da violência. Foram poucos, mas por sorte não causaram um estrago. Nota zero também para os fanáticos religiosos, que esqueceram que a Prefeitura é um prédio público do nosso Estado laico e transformaram o pátio em palco de culto. Teve vereador dizendo que quem assinou a liminar retornando Rosinha ao cargo foi Jesus Cristo. Menos, vereador. Muito menos. Mas o pior rescaldo mesmo foi na relação dos irmãos Garotinho e Nélson Nahim, que agora degringolou de vez.
Sinceramente, na modesta opinião da sanjoanense-campista que assina este blog, tomara que a prefeita seja mantida no cargo. Tudo bem que se cometeu crime eleitoral tem que haver punição e, neste caso, pouco importa se o governo vai bem ou não, mas já passou tempo demais e a nova eleição está na porta. Campos não aguenta mais o troca-troca de prefeitos e agora é melhor deixar a população decidir nas urnas ano que vem. E na próxima campanha, que a justiça eleitoral seja eficiente na fiscalização e ágil na punição, para não deixar passar tanto tempo e criar tanto transtorno.